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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

05/11/2012 20:31

Ela perdeu o emprego para a droga e luta, sozinha, para se reerguer

Viviane Oliveira e Ana Paula Carvalho
Ela perdeu o emprego para a droga e luta, sozinha, para se reerguer
Ex-funcionaria no escritório da advogada, Vanda. (Foto: Minamar Júnior)Ex-funcionaria no escritório da advogada, Vanda. (Foto: Minamar Júnior)

Uma mulher de 31 anos foi demitida por justa causa sob a alegação de abandono de emprego, após declarar na empresa onde trabalhava que era dependente química e precisava de ajuda. Usuária de cocaína há um ano e meio, mãe de duas crianças, uma de 8 e outra de 10 anos, e grávida de seis meses, ela viu a sua vida virar de ponta cabeça por causa da droga.

A ex- funcionária, que pediu para não ser identificada, trabalhou no setor de arrecadação da LBV (Legião da Boa Vontade), em Campo Grande, durante 2 anos e três meses, teve o contrato rescindido há 2 meses e agora luta na Justiça para reverter a situação.

Ela mora com a mãe e os dois filhos, passou a usar cocaína no circulo de amizade e quando se deu conta o vício já estava enraizado. Metade do salário, conta, ficava com o traficante, que já sabia seu horário de entrada e saída no emprego.

“Eu não precisava ir atrás da droga, eles traziam até mim. Eu cheguei a um ponto de me drogar à noite inteira e ir trabalhar sob efeito do entorpecente”, disse.

Viu uma pontinha de esperança ao ser informada, por uma amiga, de uma clínica para usuárias de drogas em Presidente Prudente, no Estado de São Paulo. No entanto, o pesadelo ficou ainda pior ao decidir procurar a empresa e contar o que estava acontecendo.

“Eles me ofereceram tratamento espiritual. Mas com as crises de abstinência comecei a faltar constantemente no trabalho, além disso, passei a sofrer preconceito e ser apontada dentro da empresa”, relata.

Porém, o desespero bateu ao descobrir que estava grávida de dois meses. Para tentar ficar longe das drogas e não prejudicar o bebê chegou a ficar uma semana trancada dentro do quarto. Para os filhos falava que estava com catapora, não podiam chegar perto porque a doença era contagiosa.

No quarto escuro, ela se alimentava com a ajuda da mãe. Nas crises de abstinência vinha à depressão, a raiva e o sentimento de impotência contra um vício maior do que suas próprias vontades, mas com as recaídas o esforço se tornava em vão.

Novamente procurou a empresa para tentar um acordo e ir para São Paulo em busca do tratamento. Sem sucesso e sem condições de ir trabalhar, passou a faltar constantemente no emprego.

Ela mostra os telegramas que recebeu da empresa, porém afirma que em nenhum momento abandonou o emprego. (Foto: Minamar Júnior)Ela mostra os telegramas que recebeu da empresa, porém afirma que em nenhum momento abandonou o emprego. (Foto: Minamar Júnior)

Com depressão profunda, a ex-funcionária afirma que faltou 28 dias. “Eles estavam a par do que estava acontecendo e sabiam da gravidez”, destaca.

Após receber vários telegramas, no dia 20 do mês passado a empresa rescindiu o contrato por abandono de emprego. “Cada telegrama que chegava eu tentava contato coma empresa, mas eles alegavam que o assunto deveria ser tratado com o superior, que nunca estava presente”, justifica.

Com a mãe desempregada, ela é quem matinha a casa. Desesperada com a situação tentou suicídio por duas vezes. Há quatro meses sem usar a droga, ela disse que as pessoas não têm noção do efeito devastador que está substância causa no corpo.

A advogada dela, Vanda Aparecida de Paula, entrou na semana passada com pedido de reintegração ao serviço. A advogada trabalhista explica que no caso da ex-funcionária tem dois agravantes: além de estar grávida, dependência química é doença.

"A conduta da empresa revelou uma discriminação velada, eles simplesmente quiseram se livrar do problema. Ela nunca quis abandonar o emprego", finaliza.

A LBV informou por meio de nota que a ex-funcionária foi desligada da instituição por justa causa, em decorrência do abandono de emprego, dentro dos procedimentos legais.

Ainda de acordo com a empresa, a justa causa não se deu a nenhum outro motivo senão às inúmeras faltas ao trabalho realizadas pela ex-funcionária sem atestados médicos ou qualquer outro documento que comprovasse as ausências ao trabalho.



Engraçado os comentários supra citados acima ou abaixo, a LBV não é uma clínica de tratamento de dependentes químicos, cada cidadão sabe dos seus deveres e direitos, se ela afastou do trabalho por problemas particulares deveria ter apresentado uma justificativa plausível e não fazer da sua "depência química" um refúgio para manter o atual emprego!! A LBV é um instituição séria e honra a sua missa e visão, quem não conhece o belo trabalho realizado pela empresa é digno de ficar quieto. Estão se doendo, abriguem ela em casa. Como qualquer empresa séria acredito que tudo foi realizado dentro da mais verdade possível, empresa nenhuma mandaria funcionário embora sem estar baseada na lei!! Acorda povo, trabalho é coisa séria!!!
 
Rafael Moldonato em 06/11/2012 12:47:06
Engraçado esta empresa LBV vive ligando pedindo ajuda, e fala que vai ajudar as outras pessoas. mas na ora da pratica é bem diferente. se eles não ajudam que está no convivio deles, será que ajudam mesmo as outras pessoas. sempre ajudei a LBV mas não ajudo mais.
 
cristiane rocha em 06/11/2012 12:10:01
As empresas estão longe de saber a responsabilidade que tem na sociedade e ainda mais esta que tem por objetivo a arrecadação de recursos para a "promoção" social, desde já descartada para mim.
 
Paula Hernandes em 06/11/2012 10:48:07
Já imaginou se a moda pega?. Agora fica fácil qualquer um que disser que é dependente químico pode fazer o que quiser, falta diversas vezes no emprego e nada poderá acontecer? Esse exemplo de funcionária só apresentou os telegramas que recebeu, porque não apresentou também os documentos que comprove a tal "doença" ou qualquer outro atestado médico? Assim é fácil né filha??Na hora de aprontar não quis se expor, né? Porque não mostra a cara se está correta. Teria que ter vergonha dessa denúncia. E outra quem resolve isso é a justiça do trabalho, não é notícia em veículo de comunicação. Procure seus direitos na justiça. Vc precisa ser responsável pelos seus atos, e não responsabilizar os outros. e se já faz 4 meses que não usa drogas porque não voltou trabalhar antes? trambicagem isso heim!
 
Reinaldo Lucena em 06/11/2012 10:32:52
toda empresa quer produção
 
JOSEMAR ALVES VIEIRA em 06/11/2012 09:54:47
Engraçado, essa LBV vive pedindo ajuda para todos DIZENDO que ajuda as pessoas, PArabens se não ajuda quem esta do su lado preciando de apoio vai ajudar alguem..AUDEI muitas vezes esta entidade, mas nunca mais na minha vida do um centavo que seja, povo sem noção como que se diz uma entidade filantropica que ajuda as pessoas, se a propria funconaria sofreu descriminação, porque ão ajudarão esta coitada a ir para a clinica.... è diferente uma pessoa que abandona o emprego, do que uma pessoa que esta disposta a se levantar...Casa vez mais me conveço que estas ENTIDADES, que vive pedindo dizendo que ajudar alguem nã vai ajudar ninguem mesmo...só lucro proprio. FICA AQUI O ALERTA DIGA NÃO LBV
 
Danielle Vieira em 06/11/2012 09:40:01
E uma pena nosso Brasil se diz democratico não somos democracia so na politica somos obrigado a votar e outra coisa mas. Diz que nao somos racista somos sim. Dizemos que nao somos preconceituosos sim somos. Os proproprios funcionarios do poder judiciario que vais de Faxineiro a Desembargador de Vigilante ao Ministerio Publico aqui do MS marginaliza tudo e todos ate parece que eles te analiza pela veste dependendo muito da situação voce tem que falar com o guarda voce nao pode entrar voce nao pode expressar sentimentos voce tem o direito de ir vir alicerciado bloqueado. Eles tem preconceito em lhe atender demora faz descaso sera que ja nao basta a justiça ser cega agora lenta e preconceituosa tambem vamos dar um basta nisso o exemplo tai na cara de todos os nosso ministro do STF são simple
 
Carlos Cesar de Souza em 06/11/2012 08:27:18
este e um exemplo para os jovens acompanhar e ver o sofrimento de um dependente quimico! eu so não concordo que seja doença, pq a pessoa procurou por isso e agora quer colocar a culpa em alguma coisa, toda hr tem uma mensagem pra ficar longe das drogas!!! muitas vezes as empresas procura pra ajudar-los, mas sempre a abstinência e mais forte que a pessoa. e olha a iresponsabilidade desta mulher que tem 2 filhos e agora gravida.
 
Silas Nunes em 06/11/2012 08:22:16
Agora na maior cara de pau essa funcionaria padráo quer o que, aumento de salario, muito me admira que ainda exista alguem que advoge uma causa dessas, ao inves de trabalhar vai cheirar, e arrumar filho e a empresa fica obrigada a manter o salario dessa pessoa, realmente vale a pena ser errado pois a lei ampara mais quem anda errado do que ajuda quem trabalha lealmente, tem amor aos filhos, e o viciado tem que querer deixar o vicio, nao existe nenhum tratamento que cure sem que a pessoa realmente queira deixar as drogas.
 
Horlando P. de Mattos em 06/11/2012 07:54:37
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