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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

13/09/2013 20:43

Em atuação há 12 anos, Abrigo dos Bichos defende de cachorro a onça

Aline dos Santos

Fundado há 12 anos, o Abrigo dos Bichos não faz distinção, atua em prol de cachorro a onça, revelando maus-tratos, falta de políticas públicas e dando voz para quem não pode se defender.

Idealizadora da ONG (Organização Não Governamental), a médica veterinária Maria Lúcia Metello conta que o abrigo nasceu no dia 10 de setembro de 2001, fruto da vontade de fazer valer a Constituição Federal, que dita, no artigo 225, que cabe ao poder público e à coletividade defender e preservar o meio ambiente.

Em tantos anos, foram vários os casos chocantes do tamanho da maldade contra os animais. “Sou dura na queda. Mas chorei em duas situações”, relata Maria Lúcia, que comandou a entidade por 11 anos e, agora, é representante do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

Na primeira situação, um cachorro não resistiu ao abandono e a demora em denunciar. “Uma pessoa falou do caso de um cachorro abandonado, uma semana vendo o cachorrinho. Se tivesse tomado uma atitude antes”, rememora.
No segundo caso, o próprio dono entrou em contato, com a justificativa que o animal teria que passar por eutanásia.

Na clínica veterinária, a visão da cachorra provocou susto. “Parecia um trapo sujo. Tinha três anos e pesava uns três quilos, os dentes eram porosos”, conta, sob os efeitos da desnutrição que afligia o animal. A cachorra chegava a ter larvas nos olhos.

Depois de muito tratamento, o animal se recuperou e ganhou um novo lar. A ONG chegou a denunciar o primeiro dono, mas não houve condenação. “A lei é muito branda”, afirma Maria Lúcia, que também é advogada.

Segundo ela, a pena vai de três meses a um ano de cadeia, mas, por ser menos de quatro anos, pode ser substituída por pena restritiva de direito. A briga é para que a pena aumente de dois para seis anos.

No teor das denúncias, chega-se até informações de estupros contra os animais. Mas essas, nunca se conseguem provas.

Tirar do papel – Outra queda de braço é com o poder público. O primeiro capítulo veio em 2006. “Denunciei o Ministério da Saúde por não mandar o kit de diagnóstico para leishmaniose. Estavam matando cachorros sem exames”, afirma.

O tema do tratamento para os cães voltou a ganhar forte repercussão em Campo Grande no ano passado com o caso de Scooby. O cachorro ficou conhecido depois de ser amarrado em uma moto e arrastado do bairro Aero Rancho até o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) pelo dono. Foi diagnosticada leishmaniose, mas ele foi tratado e a Justiça deu aval para que o cão não retornasse ao CCZ.

A entidade também pressionou para criação de leis, mas por outro lado, depende da iniciativa do poder público para tira do papel os conselhos estadual e municipal do bem-estar animal. “Falta vontade política”, enfatiza Maria Lúcia.

Depósito de animais – Em doze anos, o Abrigo dos Bichos teve que mudar a linha de atuação. Em uma chácara, chegou a abrigar 60 cachorros e 60 gatos. Os animais chegavam por denúncias ou eram deixados amarrados nas imediações. 'Vimos que não era a solução. É como combater os focos, sem chegar na origem do incêndio", compara.

A função de salvas as vítimas de maus-tratos e dar-lhes novo lar continua, mas acompanha de uma política voltada para a defesa de todos as animais. As principais bandeiras são: guarda responsável, castração e adoção.

Onça, vaca e circo – Como diz no nome, a entidade defende os bichos. Há alguns anos, levantou o debate sobre o abate de uma onça, que avançava pelo perímetro urbano de Corumbá. Ela recorda que um cachorro do CCZ foi usado como isca para atrair o felino.

“É culpa da onça ou culpa nossa, que tomamos o espaço. A onça precisa de uma área vastíssima”, diz. Já as vacas foram encontradas “morrendo de fome e sede” em uma chácara de Dourados.

No currículo, a entidade também traz os esforços para que a apresentação de animais fossem banidas dos circos. Tanto a lei municipal quanto a estadual têm efetiva aplicação.

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Grande defensora dos bichinhos, querida Maria Lúcia Metello. Essa é de luta... não mede esforços, para ajudar os animais e nem quem precisa dela nessa causa.
Concordo plenamente, no DESCASO desses políticos, no que se refere a defesa animal, não fazem absolutamente nada. Ok, os animais não votam, mas EU e muitos amantes dos animais votamos, NÃO esqueçam.
O único político, simpatizante até agora é o Dr. Edson Shimabukuro,
 
Neyde de Oliveira em 15/09/2013 01:44:15
O Abrigo dos Bichos é um exemplo para todos.
No ano passado eu e meu grupo da faculdade fizemos um vídeo documentário com uma das Fundadoras da ONG, a Maria Lúcia, voluntários, médicos veterinários. Ganhamos 3º lugar com o vídeo no prêmio FUÁ.
Vale a pena assistir, assim vocês conhecem um pouco mais sobre a história do Abrigo e obtem informações diversas sobre os animais.
Segue o link do vídeo
https://www.facebook.com/photo.php?v=436280909784549&set=vb.100002079328945&type=3&theater
 
Amanda Ortega em 14/09/2013 10:01:47
Meus parabéns a todos do Abrigo dos bichos, ao contrario da Maria Lucia eu não sou dura na queda e já chorei com muitas historias que acompanhei pelas noticias nas quais o Abrigo foi atuante... É triste a postura da sociedade com os animais, acho monstruoso as pessoas não saberem reconhecer neles a mesma dor, a mesma tristeza, a mesma fome e a mesma solidão que todos nos sentimos. Desejo que o Abrigo continue fazendo esse belo trabalho por mais muitos anos e sendo sempre muito bem sucedido e tendo seu trabalho reconhecido.
 
Renata Lima em 14/09/2013 08:42:28
Vc estao enganados. Defendem APENAS cão e gato! Demais bichos são explorados como alimentos nos almoços da ONG. Como ofensas aos vegetarianos e veganos que questionaram o consumo carnívoro por parte da ONG.
 
suzi cardoso em 13/09/2013 23:18:41
Olha pessoal, eu até que gosto de animais, mas existe um pessoal que esta para lá de louco.
Já vi alguns comentando que cachorro também é "gente"?!
Com tantas pessoas passando necessidades, pode ser até mesmo o seu vizinho, e esse pessoal gastando rios de dinheiro com os seus bichos, e ainda dizem que tem pessoas que não merecem metade da atenção que um bicho merece e eu até concordo em parte. Mas dizer que isso pode te levar a redenção de seus pecados ou coisa assim, é uma grande besteira.
Vamos ajudar o proximo em primeiro lugar e depois se sobrar tempo ajude um animal irracional. Procure amparar um idoso, uma viuva, um orfão, um deficiente ou até mesmo um errante, pois eu canso de ver nos faróis pessoas não abrirem o vidro para os pedintes e eu nunca fechei o meu e nunca fui maltratado
 
Fábio Pinto em 13/09/2013 21:41:31
Já foi uma ONG respeitada e coerente, infelizmente agora fica a impressão que só querem o que "da dinheiro", afirmando ainda que em próximos eventos vão organizar churrascos. Deprimente, os animais estão muito mau representados por essa nova organização do Abrigo!
 
Danielle Lopes em 13/09/2013 20:58:02
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