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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

05/01/2013 11:20

Em bairro alvo de mutirão, moradores defendem conscientização

Para combater a doença, prefeitura de Campo Grande lançou ação especial com foco em quatro regiões

Nadyenka Castro e Mariana Lopes
Agente de saúde entram nas residências para 'limpar' focos e conscientizar moradores. (Fotos: Luciano Muta)Agente de saúde entram nas residências para 'limpar' focos e conscientizar moradores. (Fotos: Luciano Muta)
Alcides Bernal conversa com agentes de saúde sobre o mutirão de combate à dengue.Alcides Bernal conversa com agentes de saúde sobre o mutirão de combate à dengue.

Moradores do Nova Lima afirmam que sabem o que é preciso fazer para evitar a proliferação do aedes aegypti, mesmo assim, o bairro é uma das regiões de Campo Grande com mais notificações da dengue e é um dos quatro alvos do mutirão promovido pela Prefeitura, que começou neste sábado.É lá também que mora a família do frentista Cleber Vasques Guimarães, 31 anos, cujo filho de 13 anos está com sintomas da doença.

A dona de casa Maria Eli da Silva, 61 anos, mantém o quintal limpo e pede que outras pessoas se conscientizem da importância da limpeza. “Não adianta só eu limpar. O mosquito nasce na casa do vizinho e vem para a minha casa”, disse a idosa, que revela que ela mesmo às vezes pega na enxada para tirar o excesso de mato.

Ele se indigna porque, apesar dela fazer a parte dela, muitas vezes a calçada da residência amanhece repleta de lixo. “É preciso conscientização de todo mundo”, fala.

A técnica de enfermagem Sebastiana Alves de Souza, 56 anos, também diz que mantém o imóvel limpo, sem recipientes com água parada e sem lixo. “Mas muito moradores não têm esses cuidados”, conta.

A falta de cuidados faz o aedes aegypti se proliferar. O mosquito então ‘pica’ a pessoa, causando a dengue. Um dos moradores do Nova Lima que pode estar com a doença é Wellington Torres Guimarães. “Os sintomas começaram na quinta-feira, ele está com febre e muita dor de cabeça”, conta o pai, Cleber.

O adolescente recebe atendimento médico em uma unidade pública de saúde. Ele fez exame de sangue neste sábado para confirmar a suspeita, mas, desde que os sintomas apareceram é medicado com remédios para dengue.

Cleber aprova o mutirão que é feito no bairro e diz que já ouviu muitas histórias sobre vizinhos com dengue.

A enfermeira Gicele Cielo, que trabalha no posto onde Wellington era atendido, diz que diariamente muitos pacientes com sintomas de dengue procuram atendimento médico.

Mutirão – O trabalho de limpeza começou pelo Nova Lima e vai abranger também Mata do Jacinto, Batistão, Jardim Caiobá e Tiradentes.

O prefeito Alcides Bernal (PP), acompanhou os trabalhos neste sábado e classificou o que viu no Nova Lima como situação “extremamente crítica”. Ele andou em algumas vias e viu pneus jogados, entulhos e móveis.

Segundo o prefeito, o número diário de pessoas com sintomas da doença está entre 100 e 120. Em dezembro, houve 4,5 vezes mais casos do que no mesmo período de 2011. O ultimo boletim epidemiológico do município aponta 994 casos confirmados de dengue em 2012, e 7.752 casos notificados. Três mortes foram confirmadas. Em 2011, foram 506 casos.



Estou para ver povinho mais porco do que este de Campo Grande, não pode ver um lugarzinho vago que já vão jogando lixo, depois reclamam da prefeitura...
 
Augusto Meira em 05/01/2013 17:30:19
A prefeitura deveria pensar com urgencia em um jeito de retirar lixo maior das ruas. A coleta de lixo comum só leva o que esta acondicionado em sacos. No entanto, para objetos maiores (moveis, equipamentos quebrados, pneus) não exista coleta e são exatamente estes objetos que acabam se acumulando nas ruas e em terrenos baldios (bom, alem do lixo comum de pessoas totalmente sem consciencia, mas estes devem ser multados). Deveriam desenvolver uma coleta, por exemplo mensal, deste tipo de objetos, para que as pessoas guardam em casa e só colocam na rua no dia de coleta deste tipo de material.
 
Marcos da Silva em 05/01/2013 12:17:59
enquanto a prefeitura nao tomar providencias quanto aos terrenos baldio cheio de mato e lixo, fica dificil acabar com a dengue e leshimaniose. e nao adianta esperar os donos limpar que nao limpam tem um perto de casa que o dono a varios anos nao aparece lá, acho que a prefeitura tinha que mandar limpar e cobrar em dobro do dono.
 
Agnaldo Almeida em 05/01/2013 11:54:38
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