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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/06/2011 15:53

Em meio à polêmica, Trad diz que retirar dinheiro de ônibus pode reduzir tarifa

Aline dos Santos e Viviane Oliveira

Mudança divide usuários do transporte coletivo

“Sem dinheiro, vão roubar o quê?”, afirma Trad ao defender mudança. (Foto: Marcelo Victor)“Sem dinheiro, vão roubar o quê?”, afirma Trad ao defender mudança. (Foto: Marcelo Victor)

Prevista para começar em 26 de agosto, aniversário de Campo Grande, a exigência de que o acesso ao transporte coletivo ocorra somente com o uso do cartão eletrônico abriu polêmica e ganhou neste sábado mais um capítulo.

Favorável à medida, o prefeito Nelsinho Trad (PMDB) afirma que a retirada do dinheiro dos caixas dos veículos pode reduzir a tarifa do transporte coletivo. Para Trad, a mudança vai pôr fim aos assaltos aos ônibus. “Sem dinheiro, vão roubar o quê?”, justifica. Ele não acredita que os passageiros possam se tornar alvos dos ladrões.

De acordo com o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal do Transporte e Trânsito), Rudel Trindade, a retirada do dinheiro pode influenciar de duas formas no valor da tarifa.

“Com a redução da mão de obra e redução do tempo de embarque. O que permitiria mais viagens com o mesmo ônibus”, afirma. Sem dinheiro nos caixas, os cobradores, que gradualmente foram retirados dos ônibus, perderiam a função.

O diretor da Agetran enfatiza que a tarifa é definida no início o ano e leva em consideração o cenário do momento. Portanto, qualquer alteração na tarifa seria aplicada somente em 2012.

Rudel afirma que vai levar a nova proposta para avaliação do prefeito. A reunião deve ser realizada na próxima semana. Ele explica que, caso vingue, a mudança deve ser aplicada de forma gradual, como no período noturno e em linhas que passem pelos terminais (onde há integração sem pagamento de nova passagem).

A proposta para a retirada do dinheiro dos caixas foi apresentada pelo sindicato dos trabalhadores do transporte coletivo. Só nos cinco primeiro meses deste ano, foram registrados 270 roubos, o que equivale a média de 54 por mês. A mudança tem aval do MPE (Ministério Público Estadual).

Segurança – Superintendente do Procon, Lamartine Ribeiro, explica que há duas análises sobre o tema levando em consideração o Código de Defesa do Consumidor.

“O primeiro é o princípio da segurança nas relações de consumo. O outro princípio diz que não se pode negar nenhum servçio mediante pronto pagamento. Há um conflito de princípios”, salienta.

Contudo, para o Procon deve prevalecer a segurança do consumidor. Neste caso, obtida com o fim da circulação de dinheiro nos caixas.

Divididos – A mudança também divide os usuários do transporte coletivo. O vendedor Wilson Ribeiro Lopes Júnior, de 39 anos, é contra. Ele tem receio de que os passageiros se tornem alvos dos ladrões.

“Isso não vai resolver os problemas de assaltos. Esses dias, um ladrão entrou no ônibus. Como o motorista não tinha dinheiro, ele levou celulares dos passageiros”, afirma.

Para o vendedor, nem todos os usuários precisam ter o cartão eletrônico. “Tem gente, como o meu pai, que só pega ônibus de vez em quando”.

Já coordenadora de telemarketing Mayara Malvezzi, de 23 anos, é favorável à exigência do cartão eletrônico no transporte coletivo.

Segundo ela, além de aumentar a segurança, a nova medida vai agilizar os embarques. “Nos horários de pico, os motoristas se atrapalham na hora de cobrar. É uma mudança positiva”, avalia.

Wilson é contra o fim da circulação de dinheiro nos caixas. (Foto: Simão Nogueira)Wilson é contra o fim da circulação de dinheiro nos caixas. (Foto: Simão Nogueira)
Mayara é favorável à exigência do cartão eletrônico no transporte coletivo. (Foto: Simão Nogueira)Mayara é favorável à exigência do cartão eletrônico no transporte coletivo. (Foto: Simão Nogueira)
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Eu vejo como positiva essa mudança. Além de agilizar o embarque, vai desestimular os assaltos. Eu sempre ando com meu cartão, já cheguei a esquecer uma vez, mas pedi pra um amigo passar pra mim, não tem muito erro, acho mais segura essa medidas após colocar benefícios e desvantagens na ponta do lápis...
 
Marta Antonelli em 20/06/2011 03:43:56
Vale a pena tentar, pelo menos em caráter experimental, talvez até 90 a 120 dias. Tenho dito
 
JOÃO ALVES DE SOUZA em 20/06/2011 02:06:14
Não podemos esquecer que os ônibus são utilizados por turistas e demais pessoas que não moram em Campo Grande. É por isso que mapas, intinerários e horários deveriam estar disponíveis nos pontos de ônibus (como em qualquer cidade desenvolvida) e é por isso que exigir que os usuários tenham um cartão só faz sentido se for possível comprá-lo em muitos lugares e a qualquer hora.
 
Luiz Pereira em 19/06/2011 12:57:32
Me lembro da polêmica criada quando foram demitir os cobradores de ônibus com argumento de que a passagem de ônibus teria custos menores. O resultado está aí, bst pesquisar na net e ver que nossa Capital é uma das cidades em que passagem de ônibus urbanos é mais cara. O serviço pretados pelas empresas é um dos piores e posso afirmar porque sou usuário desse meio de transporte aquí em vários outros lugares do nosso imenso Brasil, por que não, Portugal.
 
Ezio José em 19/06/2011 12:15:09
Ônibus é diferente de metrô, onde na estação vc adquire o bilhete magnético, passando a catraca.
O ônibus , por ter pontos, ficará difícil colocar em todos eles o vendedor de cartão. Logo é temeroso isso de acabar com a moeda.
E tem mais, NÃO ME DIGAM QUE ALGUÉM ACREDITOU nessa história de diminuir o valor. Isso é papo de gestores incompetentes. Que não planejam a longo prazo, não discutem com outros (setores envolvidos) e só falam mentiras como essa.
Outra coisa caro gestor. Acabando o trocado do ônibus VC GARANTE que o chico ruela (assaltante que vai preso e soltam) não roubará os passageiros? Pode colocar isso em cartório e cobrarem de vc se alguém vier a ser assaltado (de vc e de seu proeminente secreta do trânsito)?
Ora pois, vai contar outra história prá boi dormir.
 
Orlando Lero em 19/06/2011 10:58:45
Como ja disseram, tao vendo só o lado dos maiorais, das empresas...E se quando eu entrar no onibus acusar que meus créditos estao esgotados, eu vou ser obrigado a descer do onibus, passando por constragimento, mesmo com dinheiro no bolso( formula, nao desça do onibus, deixe que chamem a policia, faça um boletim de ocorrencia, provando que vc esta com o dinheiro pra pagar o passe e processo no responsaveis)...E se um visitante pegar o onibus?...Com certeza, essa nao é a melhor saída...Quer dizer, se um viciado entrar num onibus, vai ser pra roubar quem nao tem dinheiro, os passageiros....COMO SEMPRE, SÓ VENDO O LADO DAS EMPRESAS OU DOS MOTOTAXISTAS...O que vai ter de gente sendo obrigado a pegar moto-taxi por nao ter o cartao de passe...
 
pEDRO JOSÉ em 19/06/2011 10:17:11
Sr. Prefeito, Vamos nos atentar quanto ao direito do povo, que é isto que o Sr. tem que defender na qualidade de homem público, eleito pelo povo. Falar em redução de tarifa é passar melzinho na chupeta dos usuários (de quanto estamos falando de R$ 0,01 ou R$ 0,02 ?)
Decreto Lei 3688/41 Lei da Contravenções Penais estabelece no Art 43: "Recusar-se a receber pelo seu valor, moeda corrente no país.
Vamos relembrar: os cobradores foram retirados dos onibus e iniciou-se esta onda de assaltos, é obvio facilitou para os ladrões pois ficou 1x1 (motorista x ladrão). Garanto que as empresas de onibus, mesmo com os assaltos, ainda estão no lucro, pois o montante que está sendo roubado não chega ao montante da folha de pagamento dos cobradores demitidos. Poderia dar explicações porque a passagem não diminuiu com a saída dos cobradores, as empresas teve uma redução de custos não teve ?
Há o problema é segurança pública ? Ótimo este também não é um problema do povo, é problema do Estado (lembra-se ? principio constitucional).
Tá na hora de rever as políticas pública para o transporte coletivo, retirando o ISS das empresas de onibus e o ICMS do óleo diesel que elas consomem, aí sim podemos falar em redução efetiva da tarifa, e melhor quem sabe a prefeitura subsidiando o valor dela.
O transporte público está em decadencia devido que é mais vantajoso pagar prestações de uma moto do que pagar para andar de onibus lotado e sem condiçõies mínimas de conforto, enquanto com uma moto chega e saí na hora que quer e ainda para na porta, além de estar adquirindo um patrimonio, diferente da tarifa que é uma despesa.
Resultado é esta violência no trânsito, aonde temos pessoas despreparadas e até não habilitadas na rua colocando em risco a vida dos campograndenses.
Sua missão é defender o povo e não defender os interesses das empresas de onibus.
Quanto a recusa de moeda corrente no transporte coletivo, cadê os orgãos de defesa do consumidor ? se estes estão anestisiados por algum motivo (sic) o povo deve encher as delegacias e registrar queixa contra as empresas.
 
Elzebio S. de Oliveira em 19/06/2011 09:48:50
Sr Prefeito, vou responder sua pergunta:Sr prefeito!Sem dinheiro para roubar nos coletivos, os caras vão assaltar os passageiros...e o ferro continua para cima da população.Tomara que nenhum adolescente babando para arrumar uns trocados para fumar droga não mate ninguém!Até porque, vc não acredita nisso não é mesmo?
 
Francisco Macedo em 19/06/2011 09:33:58
Os passageiros senhor prefeito, mas pelo visto vocês nao se deram conta disto ou preferem ignorar não é? pense bem......
 
Davi de Jesus Lucas em 19/06/2011 08:24:28
Isso é um absurdo! como que uma pessoa com dinheiro fica proibido de fazer um percusso,por que não tem um cartão....Para com isso sou totalmente contra.
 
Davi de Jesus Lucas em 19/06/2011 08:21:41
Bom em relação a diminuição no tempo de embarque isto é fato, agora quero ver essa de reduzir o valor da tarifa, sempre que falam em aumento afirmam que o custo de pneus, combustível e mão de obra influencia, só que vemos uma drástica redução dos cobradores e a tarifa só tem aumentado e absurdamente, vemos também atualmente redução do valor dos combustíveis e nada de queda no preço da passagem, esperamos um pouco mais de bom senso do nosso prefeito e dos vereadores responsáveis pelo transporte, alô senhor Cabeludo, vamos fazer algo pelo população agora em!!!!
 
Oswaldo Benites em 19/06/2011 08:12:35
Louvável a iniciativa do Senhor Prefeito, contudo, como fica a situação de quem mora no interior do estado e quando se desloca a Campo Grande tem que utilizar transporte coletivo para se locomover? Será que em todas as cidades do estado serão distribuídos os cartões?
 
Renato Cavalheiro em 19/06/2011 08:03:20
O Metrô é assim, nunca vi cobrador dentro do metrô. Porque tanta polemica, a modernidade está aí. Eu uso a internet e pago no fim do mês, o flex park, cartão de crédito até o táxi e moto taxi.
 
Jorge Antônio em 19/06/2011 04:16:19
Afinal, quem acredita que o número de viagens com o mesmo coletivo aumentará? Outra, a redução de tarifa deveria mesmo ocorrer, uma vez que - não bastassem tantos abusos e descaminhos legais que mantêm a tarifa elevada - o serviço seria pago antecipadamente, coisa que já ocorre e, seria totalmente pago antecipadamente.
E, por gentileza, mantenham as discussões longe da Câmara Municipal, fica mais barato negociar com apenas um dos poderes.
 
Dirceu Martins de Oliveira em 18/06/2011 11:11:19
o prefeito nao anda de onibus, se ele andaste de onibus ele nao falava isso,pois ele anda de carro com segurancas,e nois,vamos que anda armado p´ra matar os bandidos
 
MARCOS ANTONIO em 18/06/2011 10:08:33
Mais o que adianta tira o dinheiro dos onibus, vai ter segurança para as empresas do transporte coletivo, mas para outro lado e os passageiros como vao fica, em relacao que a maioria da populacao tem celular leva dinheiro para pagar contas ou ta indo pra casa com dinheiro!!
Precisamos de segurança pra melhora, uma politica de repressao em relacao a esses criminosos!!
 
Paulo Alves em 18/06/2011 04:59:47
Sou completamente contra a proposta feita pela AGETRAN e PMCG , retirar dinheiro dos coletivos não irá reduzir os assaltos e prejudicará o cidadão que utiliza-se apenas eventualmente do mesmo.
 
MARCOS RENAN MARTINS DE OLIVEIRA BORGES em 18/06/2011 04:48:14
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