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Capital

Em semana tumultuada na Segurança Pública, secretário tem férias canceladas

Responsável pela pasta no Estado, Antonio Carlos Videira, terá que reprogramar descanso

Por Gabriela Couto | 12/11/2021 15:09
Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira. (Foto: Henrique Kawaminami)
Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira. (Foto: Henrique Kawaminami)

Foi publicado no Diário Oficial desta desta sexta-feira, 12, o cancelamento das férias de 15 dias do secretário de Estado de Segurança Pública, Antonio Carlos Videira. Embora o documento esteja com data do dia 10 de novembro, a assessoria de imprensa da Secretaria afirma que a decisão do chefe da pasta foi tomada no mês passado.

Videira estaria de férias entre os dia 16 e 30 de novembro. Ele fica justamente em um momento de crise envolvendo a cúpula da segurança pública, com denúncias contra o delegado-geral da Polícia Civil, Adriano Geraldo Garcia.

Adriano teve férias publicados ontem (11), depois que em 24 horas dois pedidos de investigação contra ele foram registrados no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul): um para apurar a ligação do chefe da instituição com o jogo do bicho e outro pedindo o afastamento dele do cargo.

A Ouvidoria do Ministério Público recebeu na terça-feira (9) o pedido de investigação sobre o envolvimento de policiais civis, incluindo o próprio delegado-geral, num esquema de favorecimento a um grupo que tenta dominar o jogo do bicho em Campo Grande.

Segundo nota oficial do MPMS, assim que a manifestação chegou ao órgão foi encaminhada à Supervisão das Promotorias de Justiça Especializadas para distribuição a uma das Promotorias de Justiça com atribuição na área do Patrimônio Público e Social. Detalhes da denúncia não foram divulgados.

As denúncias surgem após o vazamento de uma discussão entre Adriano e a delegada Daniela Kades, durante reunião interna. Na ocasião, ela se recusou a revelar ao chefe a identidade de investigados pela Operação Omertà, sob justificativa de que “não confiava na polícia”.

Após o episódio, divulgado em primeira mão pelo Campo Grande News, a delegada passou a responder a um inquérito policial e chegou a ser chamada para prestar depoimento na Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).

Administrativamente, ela é investigada ainda por “insubordinação grave em serviço”, em processo instaurado pelo corregedor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Depois do fato, a delegada tem enfrentado “repressão”, segundo ela, como fiscalização dos inquéritos policiais e convocação para plantões extras.

Procurado pela reportagem ontem, o secretário da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Antônio Carlos Videira, afirmou que Adriano Garcia continua à frente da delegacia-geral, com autonomia para investigar. No entanto, no caso da investigação contra a delegada Daniela Kades, ele se torna impedido de qualquer decisão após a apuração, em relação a aplicação de possíveis medidas disciplinares.

A Sejusp publicou a designação da delegada Rozeman Geise Rodrigues para substituir Adriano Garcia, durante período de férias, de 16 a 30 de novembro.

Foi publicado no Diário Oficial desta desta sexta-feira, 12, o cancelamento das férias de 15 dias do secretário de Estado de Segurança Pública, Antonio Carlos Videira. Embora o documento esteja com data do dia 10 de novembro, a assessoria de imprensa da Secretaria afirma que a decisão do chefe da pasta foi tomada no mês passado.

Videira estaria de férias entre os dias 16 e 30 de novembro. Ele fica justamente em um momento de crise envolvendo a cúpula da segurança pública, com denúncias contra o delegado-geral da Polícia Civil, Adriano Geraldo Garcia.

Adriano teve férias publicada ontem (11), depois que dois pedidos de investigação contra ele foram registrados no MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em 24 horas: um para apurar a ligação do chefe da instituição com o jogo do bicho e outro pedindo o afastamento dele do cargo.

A Ouvidoria do Ministério Público recebeu na terça-feira (9) o pedido de investigação sobre o envolvimento de policiais civis, incluindo o próprio delegado-geral, num esquema de favorecimento a um grupo que tenta dominar o jogo do bicho em Campo Grande.

Segundo nota oficial do MPMS, assim que a manifestação chegou ao órgão foi encaminhada à Supervisão das Promotorias de Justiça Especializadas para distribuição a uma das Promotorias de Justiça com atribuição na área do Patrimônio Público e Social. Detalhes da denúncia não foram divulgados.

As denúncias surgem após o vazamento de uma discussão entre Adriano e a delegada Daniela Kades, durante reunião interna. Na ocasião, ela se recusou a revelar ao chefe a identidade de investigados pela Operação Omertà, sob justificativa de que “não confiava na polícia”.

Após o episódio, divulgado em primeira mão pelo Campo Grande News, a delegada passou a responder a um inquérito policial e chegou a ser chamada para prestar depoimento na Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado).

Administrativamente, ela é investigada ainda por “insubordinação grave em serviço”, em processo instaurado pelo corregedor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Depois do fato, a delegada tem enfrentado “repressão”, segundo ela, como fiscalização dos inquéritos policiais e convocação para plantões extras.

Procurado pela reportagem nesta semana, o secretário da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Antônio Carlos Videira, afirmou que Adriano Garcia continua à frente da delegacia-geral, com autonomia para investigar. No entanto, no caso da investigação contra a delegada Daniela Kades, ele se torna impedido de qualquer decisão após a apuração, em relação a aplicação de possíveis medidas disciplinares.

A Sejusp publicou a designação da delegada Rozeman Geise Rodrigues para substituir Adriano Garcia, durante período de férias, de 16 a 30 de novembro.

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