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JULHO, QUARTA  17    CAMPO GRANDE 16º

Capital

Em sete dias, quantidade de buracos tapados equivale a 1,6 km de rua

São 6,7 mil buracos preenchidos, quase R$ 1 milhão investido e 250 trabalhadores nas ruas, divididos em 17 equipes

Alberto Dias | 10/01/2017 16:05
Ao todo, 250 homens trabalham para reverter o  título de "Capital dos Buracos". (Foto: Fernando Antunes)
Ao todo, 250 homens trabalham para reverter o título de "Capital dos Buracos". (Foto: Fernando Antunes)

Se todos os buracos tapados desde o dia 1º janeiro fossem juntados numa só rua, seriam capazes de asfaltar 1.600 metros, conforme o balanço apresentado pela Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos nesta terça-feira (10). Os números revelam investimentos de R$ 945.162,49 em pouco mais de uma semana, justamente na área que não recebia a devida atenção há alguns meses.

Já no primeiro dia de gestão, em 2 de janeiro, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) reuniu-se à portas fechadas com as empresas responsáveis pela operação tapa-buracos na Capital e que estavam com os contratos suspensos. Ao término do encontro, anunciou a retomada dos serviços "com força total", incluindo aumento de 10 para 17 equipes nas ruas, com "pechinha" e redução no valor mensal dos contratos, de R$ 4,5 milhões para R$ 3,2 milhões.

Estava feita "as pazes" com as empresas Pavitec, Selco e Wala Engenharia. A partir daquela tarde de segunda-feira, buracos começaram a ser tapados novamente, "a quente, do jeito certo, com rolo compressor". As 17 equipes somavam 250 homens nas ruas e um prefeito fiscalizando o serviços pessoalmente, in loco, todos dias. Desde então, foram tapados mais de 6,7 mil buracos, ao preço médio de R$ 82,65 por metro quadrado.

O relatório mostra ainda a utilização de 1,3 tonelada de CBUQ (Concreto Asfaltico Usinado a Quente) - material derivado do petróleo que custa R$ 358,45 m2, e que reponde por metade do custo total da operação tapa-buraco.

Para evitar o surgimento de novas crateras com as chuvas, o prefeito orientou que as equipes retirem as fissuras do asfalto em locais de situação crítica. “Isto dá maior durabilidade ao serviço, pois reduz o nível de infiltração da enxurrada”, explicou o engenheiro Edvaldo Aquino.

Ao Campo Grande News, o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, revelou buscar alternativas para aumentar o efetivo de homens atuando. "Queremos chegar a 20 equipes trabalhando nas ruas". Cada uma delas é formada, em média, por 12 trabalhadores.

Parceria x mais asfalto - Um convênio firmado Governo do Estado e a Prefeitura garantirá R$ 50 milhões para ampliação do serviço de tapa-buraco e recapeamento das principais vias da cidade. O acordo foi anunciado esta manhã, durante encontro do prefeito Marquinhos Trad e a governadora em exercício Rose Modesto (PSDB), no Paço Municipal.

Onde as equipes estão hoje - Lagoa da Prata; Evelina Selingard; Avenida Monte Castelo; Aeroporto; Rua Pio Rojas; Avenida João Arinos; Rua Coronel Cacildo Arantes; ruas Montese, Trindade; Rui Barbosa; da Divisão;Campestre; Gury Marques; Antônio Maria Coelho; Estefania; Pedro Martins; Avenida Souto Maior; Mato Grosso; Fátima do Sul; Avenida Roseira; Manoel Joaquim de Moraes; Avenida Senador Filinto Muller; Rua Naviraí; Roddolfo José Pinho, Giocondo e Avenida Cônsul Assaf Trad.

Este ano já foram investidos quase meio milhão de reais em 1,3 tonelada de Concreto Asfaltico Usinado a Quente (CBUQ).
Este ano já foram investidos quase meio milhão de reais em 1,3 tonelada de Concreto Asfaltico Usinado a Quente (CBUQ).
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