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Capital

Em tom acalorado, termina sem acordo reunião entre prefeitura e Guarda Municipal

Os agentes de segurança estão impedidos, por decisão judicial, de fazerem greve, mas mantiveram assembleia

Por Lucia Morel e Gabrielle Tavares | 06/07/2022 17:27
Representantes do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, em frente a prefeitura de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)
Representantes do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, em frente a prefeitura de Campo Grande. (Foto: Paulo Francis)

O debate foi acalorado, mas segundo o presidente do Sindicato dos Guardas Civis Metropolitanos, Hudson Bonfim, a reunião entre a categoria e a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, terminou sem acordo. Os agentes de segurança estão impedidos, por decisão judicial, de fazerem greve, mas mantiveram assembleia para amanhã às 8h, na Praça do Rádio Clube.

Nesta tarde, após decisão judicial contra paralisação, a prefeita Adriane Lopes e  representantes da categoria se reuniram para conversar e tentar chegar a um acordo. No entanto, conforme Hudson, não houve contraproposta às reivindicações e assim, em reunião amanhã de manhã, os guardas devem definir os próximos rumos.

Eles pedem regularização dos plantões; o estabelecimento de um cronograma para a publicação dos quinquênios (adicional por tempo de serviço) e das classes horizontais; a correção do decreto da periculosidade e debate sobre a corregedoria da Guarda Civil Metropolitana. A categoria ainda afirma que a prefeitura descumpriu prazos para a finalização das negociações salariais de 2022.

Mais cedo, o município informou que é possível chegar a um acordo sem que haja paralisação, porque tal medida compromete o normal desenvolvimento das atividades de segurança e a regular execução dos serviços públicos. Entretanto, nesta tarde, nada foi informado à imprensa sobre a reunião da tarde.

Na decisão que impede a greve, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, determinou que o SINDGM/CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande) pode ser multado em até R$ 50 mil por dia, caso descumpra a decisão.

Ele ainda levou em conta que não há como compatibilizar com paralisação da atividade dos guardas, "sem que haja um prejuízo desproporcional à população, o que colocaria em sério risco a segurança pública, a ordem pública, a paz social e, consequentemente, o próprio equilíbrio institucional do Estado de Direito", pontuou.

Além da prefeita e do sindicato, participaram da reunião fechada representantes da Secretaria de Administração, Segurança e também da pasta de Finanças. Campo Grande tem 1.027 guardas municipais.

O Campo Grande News solicitou avaliação da prefeitura sobre a conversa dessa tarde e aguarda resposta.

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