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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

11/09/2012 10:58

Empresário nega morte de tatuador e afirma não acreditar em traição

Nadyenka Castro

Ele é julgado apontado como mandante do assassinato. Defesa pede absolvição por falta de provas e acusação diz que ele mandou matar porque descobriu que esposa o traía com a vítima

Miguel Bacargi diz que não mandou matar Johnny. (Fotos: Rodrigo Pazinato)Miguel Bacargi diz que não mandou matar Johnny. (Fotos: Rodrigo Pazinato)

“Eu tenho a convicção certa de que eu não pratiquei este crime”. Com esta frase, em interrogatório durante júri popular realizado nesta terça-feira, o empresário Miguel Bacargi Filho reafirmou inocência no assassinato de tatuador Luciano Estevão dos Santos, o Johnny, ocorrido no dia 25 de março de 2008, em Campo Grande.

O tatuador estava em seu estúdio, quando um homem entrou no local e o mandou ficar deitado de barriga para baixo. O homem atirou em Jhonny, que morreu no local.

Investigações da Polícia Civil indicam que o tatuador foi morto porque teve relacionamento amoroso com Natashi Vilhalva Gomes Bacargi, esposa de Miguel Bacargi à época. Segundo apurou a Polícia Civil, o empresário foi avisado do caso pela namorada do tatuador.

No comércio de Miguel Bacargi foram apreendidos bilhetes e até uma carta que ele escreveu para a esposa, que indicava que ele sabia do relacionamento e pensava em tomar providências. Na fazenda dele a Polícia apreendeu armas calibre 22 e munições de calibre 38, o mesmo dos tiros que mataram Johnny.

O empresário chegou a ser preso, apontado como mandante do crime, e solto por determinação judicial. O policial civil Celino Antonio Cabral foi denunciado por intermediar a contratação do executor, mas, acabou impronunciado por falta de provas. A Polícia não chegou até o executor.

Miguel Bacargi é julgado por homicídio doloso qualificado pelo motivo torpe e pela utilização do recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa aponta que não há provas que apontem o empresário como mandante do assassinato. O MPE (Ministério Público Estadual) afirma que foi Miguel quem mandou matar o tatuador.

Interrogado- Em interrogatório durante o julgamento, o empresário disse que a namorada do tatuador o mandou carta contando do suposto relacionamento e depois ele a procurou por e-mail e ambos tiveram alguns contatos telefônicos.

Júri popular é realizado após ter sido várias vezes adiado.Júri popular é realizado após ter sido várias vezes adiado.

Miguel Bacargi afirmou que acredita não ter havido traição e que soube que a esposa conhecia o tatuador da academia, que ela esteve três vezes no estúdio dele e que chegaram a tirar foto juntos. “Ela disse que tinha tirado a foto na academia, mas que esta poderia ter sido modificada”. “Não acredito no relacionamento [caso extra-conjugal]. Não consegui identificar nada”, falou.

O empresário também relatou que Natashi dizia que pessoas queriam acabar com relacionamento deles e que ela foi ao estúdio do tatuador para levar a irmã para conhecer o local e “ nas outras duas vezes ela foi para pedir para ele parar de importunar ela”.

Segundo Miguel Bacargi, ele e Natashi ficaram casados por 12 anos e estão separados há dois. “Era um relacionamento muito bom, equilibrado, sem nenhum problema até chegar essa denúncia”, disse.

No entanto, a mulher passou a sair mais de casa depois que começou a frequentar academia de ginástica e a estudar. “Ela saía muito. Ia ficando mais sábia, mais aprendizada”, falou Miguel, que explicou ao MPE que se casou com Natashi quando ela tinha 15 anos e depois ela passou a sair mais.

As provas contra o empresário que constam no processo são resultados de buscas e apreensões, relatos de testemunhas, perícias em telefones, computadores e exames grafotécnicos.

O júri popular é composto por quatro mulheres e três homens. Atua na acusação o promotor de Justiça Fernando Martins Zaupa e, na acusação, os advogados José Roberto Rodrigues da Rosa e Valdir Custódio da Silva. O julgamento é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos, em substituição na 1ª Vara do Tribunal do Júri.

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Sem dúvidas ele é o mandante do crime. “Eu tenho a convicção certa de que eu não pratiquei este crime”, claro que o sem moral não teve peito pra praticar, por isso, teve que pagar alguém pra cometer o crime.
 
Cezar Colvara em 11/09/2012 11:47:06
não teria sido melhor ter separado-se a época dos fatos,do que ter essa repercursão na midia mostrando pro estado inteiro que ele fez um curso de alce?
 
francisco da silva em 11/09/2012 01:13:34
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