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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

24/02/2014 18:15

Empresas do setor de derivados de petróleo sofrem para obter seguro

Aliny Mary Dias
Incêndio ocorreu no último dia 14 no Jardim Noroeste em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)Incêndio ocorreu no último dia 14 no Jardim Noroeste em Campo Grande (Foto: Paulo Francis)

O mega incêndio que ocorreu no último dia 14 e destruiu a fábrica de piscinas Aqua New expôs um problema enfrentado por donos de empresas e indústrias que atuam no setor de plásticos e derivados de petróleo. Tudo porque conseguir fechar um contrato com uma seguradora se tornou tarefa quase impossível nos últimos anos.

O assunto veio à tona quando os donos da fábrica de piscinas falaram sobre o contrato com a seguradora ainda estar em processo de renovação. A família decidiu não falar mais sobre o assunto, mas havia a possibilidade de a empresa não cobrir todos os gastos, que passaram de R$ 3 milhões.

A situação se repete em outras empresas e preocupa a presidente do Sindiplast e Petroquímicas (Sindicato das Indústrias de Plásticos e Petroquímicas), Lígia Queiroz. Ela explica que a exigência das seguradoras são antigas, mas que foram intensificadas desde 2008.

“Nós não tínhamos esse problema, mas não sei qual forma as seguradoras encontraram para dizer que nosso risco de incêndio é o máximo. É só fazer um levantamento a nível nacional, poucas indústrias pegaram fogo”, conta.

Em razão de a matéria-prima ser inflamável, as fiscalizações das seguradoras e até os preços altos impediram o fechamento dos contratos, muitas empresas passam anos sem estar coberta por seguro.

“Se fosse só o valor tudo bem, mas não encontramos as seguradoras que assumam o risco. É uma dificuldade muito grande para o setor”, explica a presidente do sindicato e proprietária da empresa Poliforte que há um ano está sem seguro.

Dono de outra empresa do setor, o empresário Paulo Lugo, 46 anos, passa pelo menos problema. Ele explica que a complicação está na vistoria exigida pelas seguradoras. “Estou há 5 anos sem seguro porque nenhuma empresa cobre, a exigência da vistoria é muito grande e outras nem se interessam e falam que não cobrem”, completa o dono da Arte da empresa Fibra.

A reportagem entrou em contato com gerentes de duas seguradoras que atuam na Capital, mas nenhum deles quis falar sobre o assunto.



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