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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

24/06/2015 12:21

Enquanto aguardam resposta da prefeitura, professores mantém protestos

Flávia Lima
Professores voltaram a colocar barracas em frente a prefeitura. (Foto:Fernando Antunes)Professores voltaram a colocar barracas em frente a prefeitura. (Foto:Fernando Antunes)

Os professore em greve da rede municipal decidiram manter os protestos na Avenida Afonso Pena, em frente ao paço municipal, até que a prefeitura dê uma resposta sobre a proposta feita pela categoria em parcelar até dez vezes o reajuste reivindicado de 13,01%.

Na manhã desta quarta-feira (24) os professores realizaram novo protesto e panfletagem na avenida, porém não chegaram a interditar a via. À tarde a movimentação continua. Segundo o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais de Educação), Geraldo Gonçalves, o secretário de Administração, Wilson do Prado, esteve no local do protesto, mas não adiantou nenhuma informação sobre a decisão da prefeitura.

"Tivemos apenas uma conversa informal", ressaltou Geraldo. Nesta terça-feira (23) a direção do sindicato se reuniu com o secretário de Governo e Relações Institucionais da prefeitura, Paulo Matos, que garantiu uma resposta à categoria amanhã. Na sequência, os professores farão uma assembleia para deliberar sobre a resposta.

Ainda de acordo com Geraldo Gonçalves, a categoria decidiu não participar mais das sessões na Câmara Municipal. "Estivemos lá por oito vezes e não houve muitos avanços", destaca. Na sexta-feira (26) os professores devem participar de passeata junto com os servidores administrativos e docentes em greve da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) a partir das 8 horas, no Centro da Capital.

Ao todo, 60 escolas municipais estão sem aulas há um mês. O Executivo oferece 8,5% de reajuste, porém prometeu uma nova contraproposta após ajustar a folha e reduzir o limite prudencial, em conformidade com a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

Segundo a gestão municipal, desde 2011, os professores obtiveram reajustes acumulados de 62,78%, três vezes acima da inflação, que no período ficou em 24,10%. Estes aumentos impactaram em 95% a folha de pagamento dos professores, que passou de R$ 20,7 milhões para R$ 40,4 milhões. O salário-base passou de R$ 1.564.06 para R$ 2.546,06 (de licenciatura).

 

 



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