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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

30/08/2017 17:26

Ex-deputado segue preso e, sem depoimento, defesa tenta liberdade

Ary Rigo está preso desde esta terça-feira (29), após ser apontado como um dos principais alvos da operação Antivírus

Luana Rodrigues
Ex-deputado deixando Imol, no dia em que foi preso. (Foto: André Bittar)Ex-deputado deixando Imol, no dia em que foi preso. (Foto: André Bittar)

A defesa do ex-parlamentar Ary Rigo afirma que vai entrar com um pedido de habeas corpus do cliente na tarde desta quarta-feira (30). Rigo está preso provisoriamente desde ontem, depois de ser apontado como um dos principais alvos da operação Antivírus, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em Campo Grande.

Conforme o advogado Carlos Marques, não há elementos suficientes para que o ex-parlamentar continue preso. "O argumento da prisão é de que ele seria ouvido, mas até agora nada de depoimento, nem marcaram até agora, vou impetrar um HC (Habeas Corpus) ainda hoje", disse.

Mais cedo, o Campo Grande News havia questionado a chefe do Gaeco, promotora Cristiane Mourão, sobre os depoimentos. Ela disse que os depoimentos estavam agendados para a tarde de hoje e, caso eles não ocorreram, seria por uma decisão extraordinária tomada após consenso entre os promotores.

Antivírus - Pelo menos 20 endereços foram visitados pela equipe da Gaeco nesta terça, sendo que oito empresas são investigadas no Estado por possível participação em crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Nove mandados de preventiva e três mandados de prisão temporária foram cumpridos, além de 29 mandados de busca e apreensão. Mais de R$ 95 mil em dinheiro foram apreendidos. A investigação, segundo o MPE ((Ministério Público Estadual), começou em 2015. Não foram informados o valor dos contratos sob apuração.

O ex-deputado estadual Ary Rigo, Jonas e Claudinei Mastins, foram presos temporariamente e são suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção, além de participar de organização criminosa.

Já os presos preventivamente foram o diretor-presidente do Detran, Gerson Claro Dino, o diretor-adjunto Donizete Aparecido da Silva, o chefe de departamento Erico Mendonça, o diretor administrativo e financeiro, Celso de Oliveira, e o diretor de Tecnologia, Gerson Tomi. A situação fez com que o Governo determinasse rigorosa apuração dos fatos.

Também foram presos em medida preventiva José do Patrocínio Filho, Fernando Roger Daga e Anderson da Silva Campos, sócios e ex-sócio da empresa Pirâmide Informática, além de Luiz Alberto de Oliveira Azevedo, servidor público estadual lotado na Sefaz (Secretaria de Governo do Estado de Mato Grosso do Sul).




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