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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

07/11/2014 16:23

Exército ativa mega “big brother” para combater tráfico na fronteira

Kleber Clajus
Gerente de implantação do Sisfron, o general Elias Martins explica que ferramenta será muro virtual contra crimes de fronteira (Foto: Marcos Ermínio)Gerente de implantação do Sisfron, o general Elias Martins explica que ferramenta será "muro" virtual contra crimes de fronteira (Foto: Marcos Ermínio)
Projeto interligará forças armadas, polícias e órgãos do governo com dados colhidos por equipes fixas e móveis (Foto: Marcos Ermínio)Projeto interligará forças armadas, polícias e órgãos do governo com dados colhidos por equipes fixas e móveis (Foto: Marcos Ermínio)

O combate ao crime em Mato Grosso do Sul receberá, a partir de quinta-feira (13), reforço tecnológico com a ativação do Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteira). A ferramenta terá por objetivo criar “muro” de proteção ao país, contribuindo com dados e imagens para operações de segurança nos 2.503 quilômetros de fronteira. Será uma espécie de "big brother" das forças de segurança para combater o tráfico de drogas e armas, contrabando e o crime organizado.

“Com o Sisfron nosso muro será virtual e nossa parede o peito de cada policial, de cada força que atua na fronteira. O sistema é um projeto de Estado para dar pronta resposta ante a conjuntura atual [do crime organizado]”, explica o general de brigada de Exército e gerente de implantação do sistema, Elias Martins.

Desenvolvido desde 2010, o Sisfron inicia suas atividades como projeto piloto em Mato Grosso do Sul. As primeiras movimentações incluem ocupação de pontos estratégicos e postos de controle, amparados por infovias e banco de dados interligando forças militares, órgãos de governo como a Receita Federal, além das Polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e Civil. O custo do sistema, que será ampliado a todo país, é de R$ 12 bilhões e prioriza que 75% de sua estrutura contenha produtos nacionais.

No Estado, foram instaladas 13 torres para transmissão de dados, 21 sensores fixos e dois móveis estruturando rede capaz de cobrir até 150 quilômetros das linhas de fronteira para dentro do território. Vantes (Veículos Aéreos Não Tripulados), com número ainda não informado, também reforçarão o sistema a partir de dezembro em unidades militares de Campo Grande e Nioaque.

Conforme o superintendente Regional da Polícia Federal, Edgar Paulo Marcon, mesmo que as forças de segurança monitorem fornecedores e compradores de drogas e armas, somente com o Sisfron será possível suprir “a maior deficiência que é justamente no transporte, ou seja, o ponto de saída”.

Integração – A soma de forças, segundo o general de Exército e comandante do CMO (Comando Militar do Oeste), Juarez Aparecido de Paula Cunha, deve solucionar problemas com efetivo, por exemplo. “Uma barreira com policial rodoviário federal e pelotão de cavalaria do Exército terá melhor resultado. Por isso, quando nos conhecemos podemos identificar a força do outro órgão e somar”.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, a integração possibilitará que se ampliem resultados conquistados em operações semelhantes a Brasil Integrado, nesta semana, que deteve 28 pessoas, além de apreender 4,8 toneladas de drogas. Ele ainda prevê o novo sistema absorva outras iniciativas existentes, como os GGI-Fron (Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteira) que colaboram no combate aos crimes transnacionais.

Em relação a resposta das equipes de segurança quando identificados os crimes, o general Elias Martins comenta que ainda serão emitidas diretrizes de atuação. Com maior presença no território, os militares poderão até dar a primeira resposta, bem como ser acompanhados das forças policiais. O diferencial, no entanto, será a soma da precisão das informações do Sisfron ao trabalho das equipes de inteligência para efetuar o trabalho.

Lançamento – O lançamento oficial do sistema será realizado na 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, às 8h30, em Dourados. A meta para o próximo ano consiste em expandir o projeto para a 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, em Corumbá, além de se implantar o CRM (Centro Regional de Monitoramento) e Centro de Operações de Rede na sede do comando na Capital.



As notícias sobre a fiscalização na fronteira são muito diferentes do que vemos na prática: quem passa pelas estradas na região de Ponta Porã sabe que durante a noite até os postos da PRF estão trancados e apagados. Não existe nenhum tipo de fiscalização na região, por onde passam drogas e armas em grande quantidade.
 
Luiz Pereira em 07/11/2014 18:44:51
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