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Capital

Falta de asfalto e mato alto decepciona moradores da Morada dos Deuses

Por Aliny Mary Dias | 08/11/2013 16:33
Residencial lançado há dois anos reúne casas de alto padrão (Foto: Cleber Gellio)
Residencial lançado há dois anos reúne casas de alto padrão (Foto: Cleber Gellio)

Lançado há pouco mais de 2 anos com a promessa de ser “o lugar da felicidade” dos moradores, o residencial Morada dos Deuses, na Vila Nasser em Campo Grande, tem sido motivo de preocupação e de transtornos em razão da falta de asfalto e do mato alto nos terrenos baldios.

Paulo Henrique Pereira, 30 anos, é administrador de empresas e mora do residencial há seis meses. Assim como muitos outros moradores, Paulo adquiriu dois terrenos no local, construiu a casa da família e tinha o plano de investir em um segundo imóvel.

Apesar da expectativa de investimentos na infraestrutura do local, o planejamento de Paulo e de outros vizinhos precisou ter uma pausa. “O nosso problema é o asfalto e o mato alto em muitos terrenos. Nós já procuramos a Secretaria de Obras várias vezes, inclusive para notificar os donos dos terrenos, mas nunca tivemos resposta. Muitos deixaram de investir por conta disso”, conta o morador.

Em alguns pontos, a rua dá lugar ao lixo e poças de água (Foto: Cleber Gellio)
Em alguns pontos, a rua dá lugar ao lixo e poças de água (Foto: Cleber Gellio)

O residencial é pequeno, cerca de 10 quadras com 380 lotes, de acordo com as informações da Financial Imobiliária, responsável pelo local. Por ser recente, o loteamento é um verdadeiro canteiro de obras de casas de alto padrão. Muitos sobrados e residências com acabamento de 1ª linha destoam do cenário de descaso das ruas.

Nas ruas com nomes de deuses, falta asfalto e sobra lama. Nos terrenos, falta limpeza e sobra mato alto com bastante lixo. O que chama a atenção na região é que a Morada dos Deuses ficou isolada entre duas grandes regiões que possuem várias ruas asfaltadas: Jardim Seminário e Vila Nasser.

“Não temos um histórico de roubos, mas tememos por isso por conta do mato alto”, afirma Paulo. O descaso e as ruas esburacadas revoltam tanto os moradores que alguns até pensaram em pagar o cascalhamento do próprio bolso.

“Cogitamos em pagar, mas na minha rua, por exemplo, são só três vizinhos, fica um valor muito alto. Esperamos que a Prefeitura tome alguma providência, até hoje não recebemos uma resposta”, desabafa o morador.

O Campo Grande News tentou entrar em contato com o titular da Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação), Semy Ferraz, mas até o fechamento desta reportagem não obteve retorno.

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