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28/03/2015 11:04

Família de bebê morto durante tratamento para hemofilia faz passeata

Ricardo Campos Jr.
Hematoma no pescoço de Luiz (Foto: Marcos Ermínio)Hematoma no pescoço de Luiz (Foto: Marcos Ermínio)

A família do bebê de 9 meses morto durante tratamento para hemofilia no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul faz uma longa passeata na manhã deste sábado (28) para que o caso não fique impune. Luiz Gustavo Barbosa ficou com o pescoço inchado depois que enfermeiros tentaram, sem sucesso, acessar a veia jugular para aplicar um medicamento.

O corpo do menino será exumado na próxima segunda-feira para exame necroscópico. Segundo a advogada da família, Viviane Lacerda Lopes, o hospital alega que o bebê não resistiu às complicações da doença. Entretanto, a certidão de óbito informa que ele teve compressão de vasos cervicais por hematoma.

Pai da vítima, Luís Pires Ferreira, 36 anos, diz estar revoltado com o caso. “Eu e minha esposa tivemos essa ideia da passeata para não deixar quieto o caso. Uma criança entrar sorrindo no hospital e sair morta? Convidamos nossos amigos e parentes. Reunimos umas vinte pessoas. Vamos caminhar da rua Trindade até a avenida Afonso Pena em direção à praça Ari Coelho”, relata.

Complicado – Segundo ele, o menino faz uso de uma substância conhecida como Fator FVIII para o tratamento da hemofilia. Levado a equipe fez várias punções para administrar o medicamento. Sem sucesso, liberaram a criança.

No dia seguinte, a mãe notou que um hematoma começou a se formar no pescoço. “Eu estava no trabalho e minha esposa ligou para mim desesperada. Levamos ele ao hospital. A médica de plantão disse que não podia fazer nada porque não era a médica dele. Quando a doutora chegou, já era tarde demais. Era o último suspiro dele [filho]. Foi para a UTI, mas não resistiu”, relata.

“Nós suspeitamos que a morte tenha sido causada por falta de oxigenação. A informação da certidão foi divergível ao que disse a mãe”, comentou a advogada da família.

O atestado também cita hemorragia pulmonar, edema agudo de pulmão, hemofilia, anemia e alargamento de TTPA. Os pais pedem a investigação do caso, já que Luiz Gustavo viveria uma vida normal caso continuasse com a tomar a medicação duas vezes na semana.

Viviane explicou que a autópsia não foi feita no momento da morte porque a mãe não autorizou o procedimento, pois, para ela, o bebê tinha morrido de causas naturais.
O MPE (Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul) também pediu a exumação do corpo do bebê da “forma mais rápida possível”.

Investigação - O Hospital Regional abriu sindicância para apurar o caso. Na manhã de quarta-feira (18) a família da criança registrou um boletim de ocorrência e recorreu à Associação de Vítimas de Erros Médicos do Estado alegando ter havido negligência por parte da equipe médica do HR, que atendeu o paciente.

Conforme a assessoria de comunicação do HR, o objetivo da sindicância é verificar a conduta dos profissionais durante o atendimento médico prestado ao bebê. Uma equipe interna da administração vai fazer um levantamento desde a entrada do bebê no hospital até sua saída, já em óbito. Os enfermeiros e os pais da criança serão ouvidos.

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