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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

13/09/2012 18:33

Fazendeira diz que 83 anos de história estão sendo "ocupados" por índios

Luciana Brazil
Fazenda campina, ocupada por índios guarani-kaiowá, em Paranhos. (Fotos: Rodrigo Pazinato)Fazenda campina, ocupada por índios guarani-kaiowá, em Paranhos. (Fotos: Rodrigo Pazinato)

“Eles quebraram tudo, mataram as galinhas e os porcos, cortaram os pneus dos tratores, arrancaram as baterias dos tratores, esculhabaram tudo”. O relato é de Virgilina Pereira Lopes, 83 anos, dona da fazenda Campina, na região de Paranhos, na fronteira com o Paraguai, ocupada há mais de um mês pelos índios guarani-kaiowás.

Viúva, Virgilina afirma que chegou na região em 1962 e frisa com veemência que não havia índios nas terras. Anos depois de muito trabalho, o sentimento é de impotência diante da situação, como afirma ela, certa das palavras.

“Não é fácil, não. O que a gente vai fazer? Trabalhamos muito, cuidamos de tudo e agora não podemos fazer nada”, criticou.

Das 200 cabeças de gado da fazenda, ela diz que 30 já foram mortas pelos índios. “Eles (índio) vão matando e comendo. Com as galinhas e os porcos também foi assim. As 20 sacas de sal que tínhamos, eles rasgaram todas, jogaram o sal fora e usaram as sacas para fazer barraca”.

No dia seguinte, após a ocupação, a Força Nacional esteve na fazenda, mas de acordo com o relato dos proprietários, a presença da polícia teria apenas fortificado “a invasão”, já que os índios permanecem na propriedade.

Um parente de Virgilina, que preferiu não se identificar, criticou a maneira como é feita a demarcação das terras, que segundo ele, são realizadas informalmente. “Não foi feito um estudo sobre a terra. O índio chegou lá e foi dizendo que aquilo era dele e pronto. Não é assim”.

Na fazenda, além do gado, Virgilina planta milho e mandioca, cultivados para criação dos animais e que muitas vezes também já foram vendidos.

A propriedade, que tem mais de 300 hectares, foi ocupada pelos índios pela primeira vez em 1999, mas a agressividade indígena foi bem maior, como contou a fazendeira. “Eles agrediram o meu marido, me bateram no rosto, quase quebrei a cabeça”.

Segundo o neto da proprietária, que também preferiu ter a identidade preservada, à época da primeira ocupação, a família entrou com pedido de indenização contra o Governo Federal, mas até hoje nada foi solucionado. “Nós queríamos que eles nos pagassem a terra, mesmo que fosse um pouco menos do valor e nós iríamos embora, mas não fizeram nada”.

“Estamos nos sentindo ameaçados. Para mim eles querem roubar, não querem terra, não”, disse Virgilina.

Os familiares da viúva dizem também que os índios estão munidos com rifles espingardas. “Eles estão com armamentos pesados, mas as pessoas acham que não”, disse o neto da fazendeira.



Muitos índios são bandidos protegidos pelo poder público. Quer ser índio viva como índio, quer viver na sociedade, se adeque a ela. Direitos iguais para o cidadão! E não venham com nação yanomami e muito menos com nação kilombola! Isso fere a soberania nacional. Falam tanto sobre racismo e este protecionismo não passa de racismo, assim como o sistema de cotas.
 
Cezar Colvara em 14/09/2012 08:47:51
sou descendente de fazendeiros,e sei o que esta senhora esta passando.voçe trabalha a vida inteira,construindo,e as vezes passando necessidades e chega um bando de desordeiros e de um dia pro outro, destroem tudo. pergunto as autoridades cade a segurança juridica desta senhora?sera que isto esta certo?
 
jose aparicio fontoura em 14/09/2012 05:45:39
Bando de desocupado querem terra para não produzirem nada
Esse povo não gosta de trabalhar!!!!
 
Cleber Pires em 13/09/2012 07:58:00
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