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Capital

"Feriadão" continuará com restrições, mas sem hora extra na sexta

Na bandeira cinza, risco de contrair covid é "extremo" na Capital

Por Marta Ferreira | 24/03/2021 14:38
Pedrestre em calçada vazia no Centro de Campo Grande, que adotou feriadão para tentar conter o contágio pelo novo coronavírus. (Foto: Paulo Francis)
Pedrestre em calçada vazia no Centro de Campo Grande, que adotou feriadão para tentar conter o contágio pelo novo coronavírus. (Foto: Paulo Francis)

Com ou sem decretação de feriado na próxima sexta-feira (25), as restrições de circulação e funcionamento da economia seguem até domingo (28). Até lá só podem funcionar setores liberados por decretos editados pela prefeitura na semana passada, para tentar frear a disparada dos casos de covid-19.

Na prática, a diferença estará no pagamento do salário aos trabalhadores e funcionamento das cidades no interior.

Caso o governo estadual adote feriado, como pediu a prefeitura, todos os municípios fecham e quem for chamado a trabalhar recebe o que manda a lei trabalhista: cem por cento, ou compensação em folga mais para frente.

Quando aos serviços públicos, funciona só regime de plantão, como as delegacias de Polícia Civil normalmente abertas aos fins de semana e as unidades de saúde com regime de 24 horas, que nunca fecham.

As prefeituras no interior estão esperando a definição do governo sobre o tema. A Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do SuL) chegou a discutir, em videoconferência na segunda-feira, o pedido de prefeitos para um feriadão estadual acompanhando o de Campo Grande, por causa da preocupação com a covid-19 e os reflexos da “fuga” para o interior de moradores da Capital, notadamente nas regiões de turismo ecológico e de compras.

Avaliação - Conforme a reportagem apurou, o entendimento da entidade é que pelo menos para os municípios em situação mais complicada de contágio do coronavírus sejam adotadas medidas mais restritivas.

Em Campo Grande, segundo informou o procurador-geral Alexandre Àvalo, continuam valendo as regras de restrição já determinadas, até o dia 28.

Na segunda-feira, 29, a tendência é de manter restrições, mas essa avaliação será feita conforme os dados de internação de pacientes, principalmente nas UTIS.

O Prosseguir, programa do governo estadual para monitorar o grau de severidade da pandemia, manteve Campo Grande em bandeira cinza, situação agora registrada também em Costa Rica, Bela Vista e Aral Moreira.

Nesses locais, o risco de contrair a covid-19 é “extremo” e por isso a equipe técnica responsável pelo estudo orienta medidas restritivas.

Em vigor desde o dia 14 de março, decreto do governo do estado estabelecendo toque de recolher às 20h de segunda à sábado e às 16h aos domingos vale até sábado (27). Existe a expectativa de uma nova medida ser divulgada ainda hoje.

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