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Capital

Foragido da Omertà vivia em apartamento alugado a uma quadra da praia

Thyago Machado Abdul Ahad, morto em troca de tiros, vivia em imóvel no Bairro Ingleses, em Florianópolis

Por Anahi Zurutuza | 09/07/2021 19:23
Policiais do Core em frente ao condomínio onde Abdul Ahad vivia (Foto: Jaime Júnior / Grupo Conexão)
Policiais do Core em frente ao condomínio onde Abdul Ahad vivia (Foto: Jaime Júnior / Grupo Conexão)

Foragido da Operação Omertà, Thyago Machado Abdul Ahad vivia em apartamento a uma quadra da Praia dos Ingleses, destino turístico famoso em Florianópolis (SC). Ele quase não saía de casa e estava sendo monitorado pela polícia. Nesta manhã, foi abordado por equipe do CORE (Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais) da Polícia Civil de Santa Catarina, reagiu e acabou morto, conforme informado por policiais à imprensa da cidade do litoral catarinense.

O imóvel, em condomínio localizado na Rua Gaivotas, próximo a rotatória com a Rua Martinho de Haro, foi alugado em nome de outra pessoa, conforme apurou o Campo Grande News.

Com medo de se envolver com a situação, pessoa responsável por alugar o apartamento preferiu não conversar com o Campo Grande News. Disse apenas que alugou para um cliente, que não era Thyago, e este inquilino emprestou o apartamento para “outras pessoas”.

No Bairro Ingleses, os aluguéis custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil mensais, também apurou a reportagem.

Thyago Machado Abdul Ahad, que morreu em troca de tiros nesta manhã (Foto: Reprodução)
Thyago Machado Abdul Ahad, que morreu em troca de tiros nesta manhã (Foto: Reprodução)

Abdul Ahad era procurado pela força-tarefa que investiga execuções em Mato Grosso do Sul desde a terceira fase da Omertà, realizada em julho do ano passado. Antes disso, ele já era foragido da justiça sul-mato-grossense por assassinato durante briga Ponta Porã.

Natural de Ponta Porã, ele é da família de Fahd Jamil e Flavio Correia Jamil Georges, o “Flavinho”, ambos também investigados pela Ormertà. Thyago é apontado como um dos pistoleiros do grupo de extermínio liderado pelos parentes da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. Juntos, os três respondem a dois processos oriundos da força-tarefa.

Nas investigações foi relacionado também como ex-pistoleiro de Jorge Rafaat Toumani, que foi executado em 2016, além de possível executor de Orlando Fernandes, conhecido como Bomba, e Cláudio Rodrigues de Souza, o Meia-Água, morto em São Paulo.

Em Campo Grande, as buscas por Abdul Ahad resultaram na abordagem a Flavio Correia Jamil Georges, em abril de 2019. Na data, a DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio) recebeu informações de que Thyago estava em Campo Grande com a mesma caminhonete que circulava em Pedro Juan Caballero.

A denúncia levou as equipes até uma padaria, onde foram parados “Flavinho” e outros três homens. O episódio, segundo depoimento feito à Justiça, levou a remoção do delegado responsável pela delegacia Carlos Delano e revelou a influência dos investigados na operação dentro da polícia do Estado.

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