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Capital

Fotos mostram transformação de "loira golpista" ao longo de anos de crimes

Quem foi vítima de Giovana pode procurar a 1º Delegacia de Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência

Por Viviane Oliveira e Alana Portela | 18/06/2021 11:35
Giovana em fotos que mostram o antes e o depois (Foto: Direto das Ruas) 
Giovana em fotos que mostram o antes e o depois (Foto: Direto das Ruas)

Fotos anexadas no auto de prisão em flagrante e outras que estão circulando em grupos de motoristas de aplicativos mostram a transformação da "loira golpista", como ficou conhecida Giovana Rodrigues Nacasato, 34 anos, presa após aplicar golpes em passageiros ao cobrar valores exorbitantes por corridas curtas.

Mulher trans, ela aparece em várias facetas ao longo dos anos.  Na página dela no Facebook, a investigada está com o cabelo preto. Mas há outras imagens circulando na rede nas quais aparece como loira, com cabelo longo.

A investigada foi presa na última quarta-feira (16) após aplicar três golpes, em menos de 24 horas, na região central de Campo Grande. Ela, que chegava a cobrar R$ 1,2 mil por corrida que valia 8 reais, passou por audiência de custódia ontem (17) na Justiça e vai responder ao processo em liberdade.

O Renault Sandero, de cor prata, utilizado para aplicar os golpes era de uma locadora e foi apreendido.

Giovana também já tinha passagens por furto qualificado.

Conforme a delegada Priscila Anuda, da 1ª Delegacia de Polícia Civil, Giovana mudou de nome legalmente na Justiça. Atualmente, a mulher se apresentava com cabelo comprido, mas com a raiz branca. Segundo a autoridade policial, nesta semana três vítimas registraram boletim de ocorrência contra a golpista, antes da prisão dela. Algumas vítimas já conseguiram restituir os valores que perderam nos golpes.

A Polícia Civil acredita que há outras vítimas da mulher, que não registraram boletim de ocorrência.

“A gente está tentando identificar outras pessoas que foram vítimas dela. Pedimos para quem caiu no golpe procurar a 1ª Delegacia de Polícia Civil para denunciar”, disse a delegada.

Fotos anexadas ao auto de prisão em flagrante mostram a transformação de Giovana (Imagem: reprodução / auto de prisão em flagrante) 
Fotos anexadas ao auto de prisão em flagrante mostram a transformação de Giovana (Imagem: reprodução / auto de prisão em flagrante)

À polícia, Giovana disse que estava há 2 anos e 6 meses trabalhando como motorista de aplicativo e aplicou o golpe apenas na última semana porque precisava levantar dinheiro rápido, mas não disse o motivo. O perfil das pessoas enganadas, conforme a autoridade policial, eram idosos, porque tinham mais dificuldade para enxergar e normalmente não prestavam atenção no valor digitado na máquina.

A empresa Uber de transporte de aplicativo comunicou, em nota, que baniu a motorista de aplicativo e fez alerta dizendo que os pagamentos utilizando cartão são feitos apenas pelo aplicativo. “Pagamentos por cartão (débito e crédito) só podem ser feitos pela plataforma. Maquininha de cartão" não é aceita como meio de pagamento oficial”, informou por meio de nota.

Vítimas -  Na primeira situação, no mês passado, a vítima foi a merendeira Helena Maria Pereira, de 48 anos, que perdeu cerca de R$ 1,2 mil no golpe por uma corrida de R$ 12. Outra vítima, um aposentado, de 79 anos, que apresenta dificuldades para andar e, por isso, utiliza cadeira de rodas, a mulher levou R$ 900.

Mas o que chamou a atenção e levou Giovana para a delegacia foram os casos ocorridos nesta semana, quando três pessoas procuraram a polícia dando as mesmas características da golpista. Em um dos casos, a vítima perdeu R$ 200 e, no outro, R$ 1,2 mil por corridas pequenas.

Giovana foi identificada e presa depois que uma das vítimas fez foto da placa do carro e registrou boletim de ocorrência. A suspeita, que também era motorista, aplicava golpes na região central e na redondeza do Hospital Regional oferecendo corrida para as vítimas no lugar de motoristas de aplicativo. Quando os passageiros iam pagar com o cartão, ela passava o valor a mais.

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