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Campo Grande, Terça-feira, 23 de Abril de 2019

23/11/2018 17:37

Funcionários de restaurante da UFMS reclamam de salário atrasado

Trabalhadores dizem que procuraram ajuda da Reitoria da instituição, porém têm medo de represália

Gabriel Neris e Liniker Ribeiro
Restaurante atende estudantes da UFMS (Foto: Kísie Ainoã)Restaurante atende estudantes da UFMS (Foto: Kísie Ainoã)

Funcionários do RU (Restaurante Universitário) da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) denunciam que estão com o pagamento salarial atrasado. Também afirmam que faltam depósitos referentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e aqueles que foram demitidos não receberam o acerto financeiro previsto.

Os trabalhadores dizem que procuraram ajuda da Reitoria da instituição, porém têm medo de represália, pois outros funcionários teriam sido demitidos quando solicitaram ajuda.

“A gente trabalha e quer receber. Eles nos ameaçam dizendo que não adianta ir à Reitoria porque vai dar problema para nós. Acham que a gente vai aceitar trabalhar de graça”, diz um funcionário, que prefere não se identificar.

Os trabalhadores também reclamam da falta de alimento e da qualidade da carne oferecida aos estudantes. Dizem ainda que não conseguem terminar o dia com o mesmo cardápio. Segundo eles, os fornecedores de alimentos também estão irritados com a demora e pressionam os trabalhadores. Na internet também há relatos de estudantes criticando a qualidade da comida.

A reportagem procurou a Industrial Foods, responsável pelo restaurante. Um diretor, que também não quis se identificar, citou somente uma situação envolvendo uma funcionária e disse desconhecer qualquer problema em relação à falta de pagamentos de salários.

Segundo ele, todos os funcionários recebem em dia. “Nenhum está com férias atrasadas. Sobre o FGTS somos obrigados a mandar a guia de depósito todo mês para a universidade”, afirma. Segundo ele, o restaurante conta com cerca de 30 funcionários e a folha salarial gira em torno de R$ 40. O contrato para administrar o RU iniciou em agosto de 2017 e encerra no mesmo mês do ano que vem.

O mesmo diretor afirma que mensalmente tem prejuízo de R$ 25 mil e que deseja encerrar o contrato com a instituição. A UFMS também foi procurada sobre a situação, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

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