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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

17/11/2014 16:26

Gaeco investiga advogado, empresário e ex-secretário por extorsão

Edivaldo Bitencourt

Além de denunciar o empresário Thiago Verrone de Souza, 33 anos, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) mantém as investigações contra mais três pessoas pela extorsão contra a Solurb, concessionária da coleta do lixo em Campo Grande. Eles são investigados pela tentativa de extorquir R$ 5 milhões da empresa constituída em 2012 para assumir o contrato de R$ 1,3 bilhão com a Prefeitura de Campo Grande.

Segundo a denúncia, o promotor Marcos Alex Vera não conseguiu provar o envolvimento no caso, mas mantém as investigações contra o advogado de Verrone, Erick Martins Baptista, o sócio em uma empresa de materiais recicláveis, Ricardo Luis Duarte Ferreira, e o ex-secretário municipal de Infraestrutura, Semy Alves Ferraz.

O Gaeco tem gravações telefônicas, autorizadas pela Justiça, dos três com Thiago Verrone. Baptista é o advogado na ação popular impetrada por Verrone que levou a Justiça a anular o contrato firmado entre a prefeitura e a Solurb. O juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Amaury da Silva Kuklinski, acatou o pedido por ver indícios de irregularidades em sentença publicada em 18 de outubro do ano passado.

Semy é citado no caso por ter intermediado a reunião entre Verrone o superintendente da Solurb, Élcio Terra. Ele teria aconselhado o empresário a buscar um “acordo” para encerrar a onda de ações judiciais contra a concessionária.

Também existe gravações entre Thiago e o sócio sobre a tentativa de extorsão. No entanto, segundo a denúncia do Gaeco, só houve indícios contra Verrone. As investigações contra os outros três continua.

Semy Ferraz divulgou nota para negar qualquer irregularidade no caso. Thiago prometeu também divulgar uma nota. “Houve um equívoco”, afirmou, sobre a denúncia de extorsão contra a Solurb.

Conforme a denúncia do Gaeco, Thiago tentou extorquir R$ 5 milhões, mas acabou reduzindo o valor para R$ 3,5 milhões. O MPE gravou ele recebendo R$ 50 mil. Ele tentou um acordo para receber R$ 3,5 milhões em 24 prestações, com valores mensais de R$ 100 mil a R$ 350 mil. No entanto, ao desconfiar que estava sendo investigado, Thiago desistiu dos encontros para acertar o pagamento do restante da extorsão.



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