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Capital

Garras lacra bancas do jogo do bicho em operação antecipada após vazamento

Por Ângela Kempfer | 23/09/2020 11:55
Policiais do Garras lacram uma das bancas do Jogo do Bicho em Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Policiais do Garras lacram uma das bancas do Jogo do Bicho em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Operação da Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) fechou bancas do jogo do bicho que encontrou abertas em Campo Grande na manhã desta quarta-feira (23).

 O número exato de pontos lacrados não foi divulgado, mas funcionários que registravam apostas no momento da abordagem foram levados para a delegacia e são ouvidos neste momento.

A ação estava programada para quinta-feira (24), mas foi antecipada após suspeita de vazamento das informações.

A contravenção que já é prática tradicional nas ruas de todo o País, voltou ao foco depois da operação Omertà, contra organização criminosa liderada pelo empresário Jamil Name, que é também acusado de chefiar o jogo do bicho em Campo Grande. No domingo, a operação completa um ano.

No dia 30 de julho, outra ação contra as apostas ocorreu no Bairro Estrela do Sul. Em uma banca, atrás da delegacia do Garras, foram encontradas quatro motocicletas e documentos, demonstrativos da organização que controla a atividade.

Áudio divulgado no dia anterior, alertava a grupo que o trabalho à tarde estava suspenso. Quem já havia jogado, receberia o dinheiro e as bancas ficariam fechadas, porque  "o bicho pegou”, resumiu a pessoa, reforçando também o vazamento de informações antes da ação daquele dia.

O jogo do bicho surgiu no Brasil há mais de 120 anos, com a criação de banco de apostas para evitar que o zoológico do Rio de Janeiro fechasse. Mas em 1941 passou a ser proibido pela lei como jogo de azar e considerado contravenção.

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