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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

27/09/2016 17:23

Gilmar e Andreia passarão mais uma noite na prisão, dizem advogados

Fiança de R$ 30 mil foi paga, alvará expedido, mas Agepen não tinha mais quem colocasse tornozeleiras no casal, segundo defensores

Anahi Zurutuza e Guilherme Henri
Gilmar no dia 15 de agosto, quando foi preso (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Gilmar no dia 15 de agosto, quando foi preso (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
Andreia sendo conduzida pelo Gaeco (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Andreia sendo conduzida pelo Gaeco (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)

O ex-prefeito de Campo Grande e a ex-primeira-dama terão de passar mais uma noite na prisão. Familiares e amigos de Gilmar e Andreia Olarte fizeram uma “vaquinha” para pagar a fiança de quase R$ 30 mil, o juiz expediu o alvará de soltura, mas não houve tempo suficiente para que um funcionário a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) colocasse a tornozeleira eletrônica nos dois, segundo os advogados do casal.

Agora, só amanhã (28) pela manhã. Jail Benites de Azambuja chegou a ir para a frente do Presídio Militar Estadual, no fim da tarde desta sexta-feira (27), para aguardar a chegada do oficial de justiça que entregaria o alvará à direção do presídio, mas não conseguiu acompanhar a saída do cliente e foi embora.

O juiz Roberto Ferreira Filho, da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, revogou a prisão preventiva do casal, mas determinou que cada um desembolsasse R$ 14.960,00 a título de fiança.

Azambuja afirmou mais cedo que o casal está muito debilitado, principalmente do ponto de vista emocional, mas não comentou nada sobre como receberam a notícia de que terão de dormir mais uma vez em uma cela.

A reportagem tentou contato com o diretor-presidente da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), Ailton Stropa Garcia, e com a assessoria do órgão, mas ninguém atendeu as ligações para confirmar a informações sobre o problema com a instalação das tornozeleiras.

Um dos advogados do casal, Jail Benites de Azambuja, chegou a ir para a frente do Presídio Militar para buscar Gilmar, mas descobriu que cliente não seria liberado (Foto: Alcides Neto)Um dos advogados do casal, Jail Benites de Azambuja, chegou a ir para a frente do Presídio Militar para buscar Gilmar, mas descobriu que cliente não seria liberado (Foto: Alcides Neto)

Prisões – Gilmar e Andreia estão há 42 dias nas celas do Presídio Militar e do Presídio Irmã Irma Zorzi, respectivamente. Eles foram presos no dia 15 de agosto, durante a Operação Pecúnia, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que apurou os crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.

Além do ex-prefeito e da mulher dele, o empresário Evandro Farinelli, que seria o “laranja” do casal, e Ivamil Rodrigues, o corretor de imóveis que segundo a acusação ajudou o pastor e a esposa em compras fraudulentas, foram presos naquele mesmo dia, mas já estão em liberdade.

Além de usar, as tornozeleiras, Gilmar e Andreia estão proibidos de se ausentarem da cidade e terão de entregar os passaportes para a Justiça. Ele também não podem fazer qualquer contato com os outros acusados.

Operação – A investigação começou após dados obtidos com a quebra de sigilo bancário da ex-primeira-dama, assim como de sua empresa, a Casa da Esteticista.

Além de comprarem imóveis usando o nome de “laranjas”, Gilmar e Andreia os registravam com valores até 15 vezes abaixo que o de mercado. Os preços reais investidos eram completamente incompatíveis com a renda declarada do casal, evidências claras que o pastor evangélico e a esposa fizeram verdadeira “farra” do o dinheiro público, enquanto ele estava no comando do município, segundo a denúncia do Gaeco.

Em um ano e dois meses – de maio de 2014 a julho de 2015 –, Olarte e Andreia compraram três chácaras, cinco terrenos, dois imóveis em condomínio e começaram a construção de casa orçada em R$ 1,3 milhão no residencial Damha 2, em Campo Grande. O período coincide com o tempo que o pastor foi prefeito da Capital após a cassação de Alcides Bernal (PP), em março de 2014.

Matéria alterada às 18h18 para acréscimo de informação. 



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