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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

18/09/2015 13:00

Greve acaba, mas Solurb diz que não tem combustível para retomar coleta

Ricardo Campos Jr. e Juliana Brum
Solurb, sindicato e TRT se reuniram para tentar conciliar fim da greve (Foto: Juliana Brum)Solurb, sindicato e TRT se reuniram para tentar conciliar fim da greve (Foto: Juliana Brum)

O dinheiro depositado em juízo pelo município será repassado aos funcionários da Solurb, dando fim à greve na coleta de lixo que completa dez dias nesta sexta-feira (18). O Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação sinalizou que uma assembleia deve ser realizada ainda hoje para que a categoria volte à rotina a partir das 19h30. A concessionária, entretanto, afirma que pode faltar combustível para que os caminhões percorram toda a cidade.

A categoria, a empresa e o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) se reuniram pela manhã na tentativa de conciliação. O MPT (Ministério Público do Trabalho) havia entrado com duas ações, uma para acabar com a paralisação e outra para forçar a companhia a cumprir a folha de pagamento.

Lucas Dolzan, irmão de Luciano Dolzan, cujo sogro João Amorim é investigado nas operações Coffee Break e Lama Asfáltica, participou da reunião e aparentou não ter ficado satisfeito com o resultado. Ele disse que existem outras questões além dos salários e entrou em contradição quanto ao valor necessário para resolver todos os problemas da empresa e retomar a coleta sem empecilhos.

Inicialmente ele disse que seriam necessários R$ 11 milhões, mas foi questionado pelo coordenador do Núcleo de Conciliação do TRT e vice-presidente do órgão, desembargador João de Deus Gomes de Souza, se o diesel usado nos caminhões realmente custaria tanto. Diante do impasse, Dolzan mudou a resposta e disse parte desse valor, R$ 7 milhões, já seria suficiente.

Além da falta do combustível, conforme o empresário, 35 dos 50 veículos da companhia não podem sair às ruas porque estão com o leasing atrasado. Durante a reunião, ele afirmou que não há como retomar os trabalhos, porém, ao final, disse que “a Solurb vai fazer a coleta a partir do imediato retorno dos funcionários sem medir esforços, mas não depende só de nós”.

A Justiça pediu que a concessionária envie a lista com os nomes dos funcionários e os dados bancários para distribuir entre eles o R$ 1.578.900 depositado pelo município. Para garantir que nos próximos meses a categoria receba em dia, Souza irá requerer que todos os meses a quantia seja entregue em conta judicial.

Imundície – A greve começou no dia 8 de setembro, quando os funcionários decidiram cruzar os braços por conta dos salários atrasados. A companhia joga a culpa na prefeitura, dizendo que o último repasse feito pelo município foi referente aos serviços executados em maio, restando as coletas de junho, julho e agosto pendentes.

Enquanto isso, Bernal condena o movimento dizendo que o contrato prevê um prazo de 90 dias de atraso em qualquer parcela antes que a suspensão no serviço seja justificada. O valor referente a junho, o mais atrasado, nesse caso, poderia ser quitado até o fim desse mês.

A Solurb contesta e diz que o prefeito está interpretando o artigo da forma como lhe convém e, em nota encaminhada à imprensa, o compara com as contas de água e luz, dizendo que se a população atrasa alguns dias já corre o risco de ter os fornecimentos suspensos.

Diante do impasse, o caso foi parar na Justiça, que emitiu liminares obrigando a concessionária a retomar os trabalhos pelo menos em hospitais e determinando, inclusive, o pagamento aos funcionários. Porém, a empresa entrou com recurso para tentar reverter a decisão e a greve continua.

População começará a se ver livre do lixo acumulado nas ruas a partir das 19h30, garante sindicato (Foto: Fernando Antunes)População começará a se ver livre do lixo acumulado nas ruas a partir das 19h30, garante sindicato (Foto: Fernando Antunes)


O que me chama muito a atenção é a questão do estar em estado de desobediência a ordem judicial e nada acontece contra a(s) pessoa(s) físicas responsáveis pela empresa (prisão/interdição/intervenção), uma vez que existe respaldo em lei sobre a possibilidade de epidemia de doenças causadas por acúmulo de lixo no perímetro urbano.... Existe realmente algo de muito podre no reino da cidade morena, pensa, se fosse um pobre mortal como nós em estado de desobediência a ordem judicial????
 
TIJUANO em 18/09/2015 14:20:03
Pobre menino fraudador de licitações, que tal começar a se desfazer de seu patrimônio originado no dinheiro público desviados do erário público? Isso não né?
 
jukahballakid em 18/09/2015 13:35:58
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