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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

24/01/2011 14:26

“Guerra” no curso de História da UFMS põe em risco 4 mil livros raros

Marcio Breda
Professor Mauro Benevides: Disputa entre professores e reitoria só acaba com nova eleição. Foto: Marcio Breda  Professor Mauro Benevides: Disputa entre professores e reitoria só acaba com nova eleição. Foto: Marcio Breda

Uma disputa de três anos, que divide professores do curso de Licenciatura em História da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e envolve também a reitoria da entidade coloca em risco um acervo de 4 mil livros e publicações de imprensa raros que fazem parte do Departamento recém criado.

Os livros, que eram parte do acervo pessoal da professora doutora Nanci Leonzo, foram adquiridos pela UFMS e se tornaram a bandeira principal de uma guerra, cujo enredo envolve diferenças políticas e profissionais e utiliza como armas uma série de ações na Justiça.

As diferenças no curso de História começaram durante a eleição para a reitoria da UFMS. O então pró-reitor de Ensino e Graduação, Mauro Cezar Benevides, concorria com a atual reitora, Célia Maria da Silva Oliveira. A disputa polarizou o curso e paralisou uma série de projetos, como a criação de um Departamento de História e de um centro de estudos com biblioteca para atender os alunos.

Desde então as diferenças só aumentam, com diversas ações na Justiça entre os próprios professores, acusações de agressão registradas em delegacias e três tentativas de exoneração por parte da reitoria, que foi revertida pela Justiça Federal.

“Só saio morto do curso de História. Só me tiram de lá carregado. Minha vida está lá”, garantiu o professor doutor Mauro Benevides, que esta tarde protocolou uma carta aberta no Ministério Público Federal acusando a reitoria da UFMS de falhar na proteção do acervo do curso. Benevides foi um dos três professores exonerados pela reitoria que conseguiram ser readmitidos após decisão judicial.

Enquanto Benevides alega proteção do acervo da universidade, outros professores do curso acusam o docente de tratar o departamento como sua casa, impedindo que uma nova diretoria de curso assumisse e trancado com cadeados as salas destinadas a administração e biblioteca do curso.

Uma trégua parece longe. “Não há como reverter isso, só com uma nova eleição. As disputas vão além dos livros e envolvem diferenças muito profundas. Não há mais como mudar”, evidencia Benevides.

As disputas deixaram o curso de História praticamente sem coordenação e com metade das aulas perdidas pela falta de professores durante seis meses em 2010. A falta de aulas e professores comprometeu notas e desmotivou graduandos e calouros.

A reportagem do Campo Grande News tentou entrar em contato com outros professores do curso, mas não foram localizados.



Hoje você sente vergonha. A UFMS é a pior faculdade federal que já vi
em qualquer aspecto.
 
daiane Jacon em 04/06/2011 11:00:22
fico muito feliz que a justiça tenha reconduzido o prof Cezar ao cargo; inadmissível que ainda tenhamos perseguições políticas com o apoio da Lei que deveria tão somente assegurar que a verdade prevalecesse. Esperamos que a decisão seja mantida. Penso que para homens de bem, como é o caso do Professor Benevides, a crença na verdade e na justiça. mesmo qdo ela demora a vir e nos impõe angustias e sofrimentos, alimenta os dias.
abçs
 
sueli da graça em 17/03/2011 10:15:44
É muito triste o que os acadêmicos, do curso de História, estão passando, só não é mais vergonhoso pelo simples fato de professores, realmente, voltados para a História, Professor Cesar Benevides e a Professora Nancy Leonzo,pois estão fazendo o possível e o impossível para mantê-lo aberto, entrei para o curso de História pelo simples fato de gostar muito e queria, realmente, aprender mais, mas alguns professores, do qual me recuso a citar os nomes, mancharam a reputação dos historiadores, essas atrocidades acontecidas com os acadêmicos faram com que o curso retorne mais forte que nunca, só não podemos abaixar a cabeça e aceitar decisões arbitrarias.
 
Marco Antonio em 15/03/2011 03:02:49
nao quero mais estar no meio dessas disputas onde estao nossas notas,falta o ultimo semestre e eu quero me formar
 
patricia cristina academica de historia ufms em 30/01/2011 02:05:48
Infelizmente as persguicoes politicas nao acontecem somente em na UFMS de Campo Grande. Voces sabiam que o diretor eleito do Campus de Nova andradina tambem foi afastado do cargo por perseguicao politica da reitoria?
 
Araujo Pereira Machado em 28/01/2011 08:55:11
vergonha mesmo. a reitoria conseguiu transformar a UFMS na ultima universidade brasileira. é só ver os numeros. é uma vergonha. Tenta desviar a atenção perseguindo professores e técnicos por toda a UFMS.
 
Julio César Mariani em 27/01/2011 09:34:56

Esse é o problema. Os alunos não são informados de nada, e quando procuram informação recebem uma de cada pessoa. Um professor diz uma coisa aqui e um dia depois descobrimos que e tudo mentira. Alias, que é tudo mentira, não. Por que nunca se sabe quem esta falando a verdade nessa instituição. Ficamos de mãos atadas, sem saber em que informação acreditar.
O curso de História passa por mais um momento de caos, e por medo, muitos alunos se calam. Eu, enquanto acadêmica, estou vendo de perto cada briga, cada insatisfação, cada descaso, e cada luta armada.
A questão é que essa briga só esta prejudicando o curso. Isso sem falar nos acadêmicos, que iniciaram uma "guerra" particular entre calouros e veteranos. Cada um defendendo um professor, e esquecendo que estamos todos no mesmo "barco", e que se não nos unirmos, nada vai mudar. Temos que lutar por um curso e por uma instituição mais responsável. Não foi fácil chegar até a graduação, merecemos um pouco mais de respeito.
 
Mariana Duenha em 25/01/2011 10:51:23
Prezada Daysi

Agradeço sua mensagem, mas entendo que o problema é mais profundo. Perdemos a noção do que é uma universidade. Tenho 30 anos de serviço público federal e já ocupei diversos cargos. Hoje constato, com tristeza, que muitos dirigentes e, também, alguns colegas de trabalho não têm uma conduta compatível com o padrão mínimo de decência.
Precisamos tornar a UFMS uma instituição verdadeiramente pública e democrática.
Este é o problema mais profundo.
Atenciosamente
Prof. Cezar Benevides
 
Prof. Cezar Benevides em 25/01/2011 10:45:50
Que vergonha essa briga mesquinha! Fico pensando como essas pessoas podem ser chamadas "professores doutores" ..... Isso é o reflexo do que virou a UFMS, uma instituição de importância fundamental para o Estado e mesmo para o país, sujeita a briguinhas cartoriais entre elementos aos quais faltam alguns requisitos básicos para serem chamados de educadores: ética, humildade, espírito de coletividade, profissionalismo. Pois é, quando pessoas se pensam maiores do que as instituições, é porque essas já entraram em processo falimentar e ainda não perceberam.
Fico triste em ler artigos como esse.
 
Pedro Paulo Silva em 25/01/2011 09:12:51
Por isso é o aluno quem faz a instituição. Para passar na UFMS tem de ser o cara, para ficar e aguentar, vendo seu futuro se esvair por entre os dias de aulas perdidas, tem de ser o cara da mesma forma, tem que ter muita coragem.
Na iniciativa privada isso já estaria resolvido.

E com todo respeito, o artigo ficou mau escrito, era bom uma revisão antes da publicação.

De qualquer forma, desejos de que esse enfrentamento se resuma logo, pois, pelo menos a UFMS deveria fugir da velha mediocridade do setor publico, uma vez que há confiado em suas mãos o futuro de muitos que deram o sangue para chegar onde estão.

Com considerações,
um aluno da iniciativa privada.
 
Giovanni Gutci em 25/01/2011 09:09:09
Fui acadêmico do CEUA no período de 1987 a 1990 e o Professor Benevides contribuia muito pouco com a melhoria do Curso de História e consequentemente com a melhoria da qualidade do ensino na UFMS, pois sempre colocou seus projetos pessoais acima dos interesses do ensino público de qualidade. Portanto, não me espanta que trate o patrimônio público como se dele fosse.
 
Valmir Gomes em 25/01/2011 09:00:31
Me formei nesse curso, e graças a Deus consegui terminá-lo, nunca fiquei de um lado, sempre em cima do muro... Mas quem trouxe todos esses professores aí que dão azia e faz tempo, foram os fundadores do Curso... É uma pena, o curso não merece isso, nem os alunos e muito menos os livros, que eu tanto quis ver mas nunca vi... Mas a Prof. Nanci é uma excelente pessoa e o Prof. Benevides tbém é gente boa... claro isso quando eles estavam pra dar a aula... Quem merece levar os louros por este curso é a Grandiosa Prof Marinete... essa sim dá o sangue pelo curso... Agora tem Professor que vem de Coxim, achando que é a ultima bolachinha do pacote e agora fica dando nojo... Rubinho e Paulão estão no meu coração... Abraços e boa sorte aos alunos de História UFMS.
 
Hudson Caetano em 25/01/2011 08:25:08
Perdão Benevides mas é puro EGO sim. Você é um dos piores deles. Mil pedões mas repense quem realmente sai prejudicado com su pecuinha e tb a ignorância desses professores. Vcs são CULPADOS!! vCS MAIS DO QUE NINGUEM!
 
Daysi Lesse em 25/01/2011 08:02:59
Lamentavelmente a UFMS está jogada na sarjeta. Ontem, um conhecido meu tentou entrar em contato com essa instituição para tratar assuntos relacionados ao Ensino à Distância. Vem tentando ligar para aquele Departamento, através do telefone informado pela COPEVE, desde o dia 20/01/2011, e chama, chama, chama...e ninguém atende. Aí pega outra linha da UFMS, chama, chama, chama...e ninguém atende. Quando, acidentalmente, alguém atende, informa que os responsáveis por aquele serviço estão de FÉRIAS!
Atenção, CAMPO GRANDE NEWS, desejaria aproveitar a oportunidade, para solicitar uma investigação pertinente. Afinal, é inquestionável a importância deste canal como meio de utilidade pública. Salve, a UFMS antes que ela caia na vala comúm do serviço público de má qualidade.
 
Pablo Ramenzzoni em 25/01/2011 07:51:14
Fico muito feliz de ver que ainda existe resistência e inconformismo ao status quo. Gosto da crise, pois é com ela que crescemos, é com luta que ocorre as transformações sociais, mesmo que seja banhada de sangue. Vou fazer vestibular para História, pois estou cansado de ver cordeirinhos por todos os lados, a luta acabou, a juventude foi dominada. Hoje os jovens são uns bestas, que não tem bandeira, não lutam por nada, não tem voz, acham que rebeldia é ser parecido com bandido, com a calça caida mostrando a cueca, falando palavrões e gírias chulas, se embriagar e fumar crack. CHEGA, temos que valorizar o pensamento, e História é o caminho. Acadêmicos não desistam perseverem pois vcs estão tendo uma aula prática de luta, de confrontação de idéias, é assim que forjam-se os lideres.
 
Célio Rosa em 25/01/2011 07:07:22
Sou aluna do curso de História há 3 anos e meio e ultimamente estou procurando entender as divergências entre os professores. Hoje eu tenho uma opinião formada sobre o assunto, mas não vou manifestar minha posição pessoal porque acredito que a questão é realmente delicada e complexa.
Só quero relatar um fato que ninguém pode negar porque todos os alunos do 1º ao 4º ano vivenciaram. No ano passado, os alunos e o curso passaram por problemas sérios. Os professores que realmente nos apoiaram foram os voluntários, a Profa. Nanci Leonzo e o Prof. César Benevides.
 
Maria Jose Surita Pires de Almeida em 25/01/2011 06:38:38
Prezado Hudson

Você tem parcialmente razão. A primeira professora que veio de Coxim foi transferida por decisão judicial (acompanhamento de cônjuge); a segunda veio graças às manobras "políticas" da primeira. Quem fez o possível e o impossível para ajudar o Prof. Jérri Marin deixar a UFGD e vir para a UFMS fui eu (ele próprio isso reconhece).
Ocorre que eles se uniram e resolveram misturar, da pior maneira possível, o público com o privado, o que gerou vários problemas para o DHI e, é claro, para a UFMS, cujos dirigentes preferem ignorá-los.
O Prof. Rubem, por você mencionado, foi, graças ao trio, sumariamente exonerado, apesar do seu estado de saúde ser crítico. Ele vive hoje da caridade de alguns amigos e colegas, que lhe garantem o mínimo: alimentação e remédios.
Espero revê-lo em breve e lhe dar boas notícias sobre o Curso de História/CCHS.
Abraço cordial
Nanci
 
Profa. Nanci Leonzo em 25/01/2011 01:45:44
Você que é pobre e trabalha para o seu sustento veja quantos cursos vc pode fazer na elitista UFMS. Da infinidade de cursos uma grande parte deles possuem um calendário que privilegia somente os professores e filhos de papai que não precisa trabalhar, ou seja, aqui em Campo Grande vc que trabalha só pode fazer um ou dois cursos noturnos por causa da grade dos horários que contemplam somente os interesses dos professores e filhos de papai. O pobre não consegue estudar lá ! Sei que não tem nada a ver com a matéria, mas é uma realidade e um desabafo que não poderiam deixar de passar.
 
Angelo Fantini em 24/01/2011 10:51:19
É LAMENTÁVEL QUE ISSO VEM OCORRENDO NA UFMS,QUAL O PROBLEMA DE PROTEGER O ACERVO LIVROS DO CURSO DE HISTÓRIA.NÓS POPULAÇÃO ACREDITAMOS Q VCS SÃO EDUCADORES ACIMA DE TUDO DOUTORES,EXEMPLO P/A CAPITAL.AJUDA AI OOOO ,A PROTEGER O ACERVO.PARABÉNS AO PROF Q LUTA P/ PROTEGER O ACERVO.
 
Cida Lopes em 24/01/2011 09:32:17
Prezado Cristian

Respeito seu ponto de vista, mas faltam-lhe informações básicas sobre o assunto, que não me cabem aqui fornecê-las.
O DHI está sendo preservado contra vândalos e ladrões. Foi elogiado pelo MEC/INEP e suas portas sempre estiveram abertas para todos.
Você deve ter vergonha, por exemplo, de um professor que, durante um evento, ALUGOU o saguão do Glauce Rocha, como se fosse sua própria casa, e de uma professora que comemorou seu aniversário,em sala de aula, À CUSTA DOS ALUNOS, temerosos de uma reprovação.
A UFMS é uma instituição pública e deve ser respeitada. O mesmo vale para o Campo Grande News e, é claro, para o MPF.
Você não está atacando o Prof. Benevides e sim, apenas, a instituição da qual ele faz parte e que, um dia, lhe permitiu ter um diploma de curso superior.
 
Nanci Leonzo em 24/01/2011 07:47:07
Acredito que o ministério publico parece nao ver as irregularidades dessa reitoria. Vai fundo ministério publico, que voces irao descobrir muitas coisas.
 
Pedro João Maria Albuquerque em 24/01/2011 07:30:49
Um esclarecimento se faz necessário: não se trata de um conflito provocado por "egos".
Eu e a Profa. Nanci, fundadores do Curso de História, desejamos, apenas, o fortalecimento do mesmo, abandonado, em abril de 2010, por três professores que não têm nenhum compromisso com a universidade pública GRATUITA e de qualidade.
Depois de prolongadas "licenças médicas psiquiátricas" (abril a dezembro de 2010), o trio quer voltar e para tanto contava com as nossas exonerações assinadas, no mês de dezembro de 2010, pela Reitora da UFMS. Ocorre que, por decisão da Justiça Federal, fomos reintegrados e os planos dos "doentes" e dos seus protetores acabaram rolando desfiladeiro abaixo.
O que importa, realmente, é a continuidade do Curso de História, tal como vinha ocorrendo no 2o. semestre de 2010. Assim, o ensino, a pesquisa e a extensão poderão
ser privilegiados, pois esta é a meta da UFMS.
 
Cezar Benevides em 24/01/2011 06:28:13
Dificilmente certos professores do DHI, que permaneceram de abril a dezembro de 2010, em "licença médica psiquiátrica", irão se manifestar, por motivos conhecidos de toda a comunidade acadêmica. Segundo documentação que foi remetida para o referido departamento, no final do 2o. semestre do mesmo ano, todas estas generosas "licenças" já findaram.
Um outro problema que precisa ser divulgado: os alunos do Curso de História estão sendo prejudicados porque a Sra. Diretora do CCHS, agindo arbitrariamente, resolveu impedir que o Prof. Benevides e a minha pessoa tentássemos regularizar a situação dos alunos junto ao sistema que acolhe notas e freqüencias (SISCAD).
 
Profa. Nanci Leonzo em 24/01/2011 05:51:37
Triste ver novamente a instituição onde estudei ser submetida a isso.... mas tem algumas dúvidas. Esses livros não deveriam estar na biblioteca, que é o melhor local para serem preservados? Quando estudei na UFMS não tinha biblioteca setorial, e até onde seu ainda não pode ter. Estranho também que toda a vez que este professor vai ao ministério público ele corre para a imprensa.
Se bem entendi, parece que o professor trancou a cadeado salas da UFMS, isso é vergonhoso se realmente aconteceu. Essa Reitora não é lá essa coisas, mas não acredito que venha cometendo injustiças contra rpofessores, pode ser choro de quem foi pego com as calças na mão.
Me desculpem mas hoje sinto vergonha alheia, da UFMS, desse professor, desse jornal que perdeu tempo, do ministério público que se submete a isso...
 
Cristian Moraes em 24/01/2011 04:34:20
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