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Política

Memória e fidelidade do eleitor serão testadas com veteranos de volta às urnas

Puccinelli, Giroto, Delcídio, Picarelli e outros nomes conhecidos tentam transformar passado em novos votos

Por Kamila Alcântara | 17/08/2026 16:15
Memória e fidelidade do eleitor serão testadas com veteranos de volta às urnas
Jerson Domingos foi deputado até 2014, depois foram dez anos sendo conselheiro no TCE; Maurício Picarelli quando apresentava o programa "Povo na TV"; Delcídio do Amaral quando ocupava o cargo de senador (Fotos: Reprodução)

As eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul têm uma turma que dispensa apresentação para quem acompanha a política estadual há algumas décadas. André Puccinelli, Edson Giroto, Delcídio do Amaral, Jerson Domingos e Mauricio Picarelli estão entre os nomes conhecidos de outras disputas que decidiram encarar novamente as urnas.

RESUMO

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Nomes como André Puccinelli, Edson Giroto, Delcídio do Amaral, Jerson Domingos e Mauricio Picarelli voltam a disputar cargos nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul. O ex-governador Puccinelli, de 78 anos, busca uma vaga na Assembleia Legislativa, enquanto Delcídio tenta novamente o governo estadual. Já Marco Aurélio Santullo estreia como candidato após décadas nos bastidores políticos, e Dona Gilda retorna a uma chapa majoritária 16 anos depois.

A lista ainda tem Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida Amaral, presença frequente nas eleições, e dois casos diferentes. Dona Gilda retorna a uma chapa majoritária 16 anos após ter sido suplente ao Senado, enquanto Marco Aurélio Santullo, conhecido há décadas nos bastidores, estreia como candidato.

Um dos retornos de maior peso é o do ex-governador André Puccinelli (MDB). Aos 78 anos, ele agora tenta chegar à Assembleia Legislativa e aparece registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) como candidato a deputado estadual. Médico, Puccinelli governou Mato Grosso do Sul por dois mandatos consecutivos.

Depois de deixar o governo, ainda tentou retornar ao Parque dos Poderes. Em 2022, voltou a disputar o Executivo estadual, mas terminou em terceiro lugar, com cerca de 247 mil votos, equivalentes a 17% dos válidos. Quatro anos depois, trocou a disputa majoritária pela proporcional e busca uma cadeira de deputado estadual.

Quem também volta ao jogo é Jerson Domingos (União Brasil). Ele foi eleito deputado estadual pela última vez em 2010, quando recebeu 38.204 votos e terminou como o quinto mais votado daquela eleição. Em 2015, deixou a atividade parlamentar após ser nomeado conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul).

Jerson chegou à presidência da Corte de Contas em 2023 e se aposentou no ano passado. Agora, aos 75 anos, tenta retornar justamente à Assembleia onde construiu parte da carreira política. Na ficha de 2026, declarou como ocupação produtor agropecuário e concorre a deputado estadual pelo União Brasil.

Para a Câmara dos Deputados, um dos nomes que reaparecem é Edson Giroto (PL). O engenheiro não participa de uma eleição desde 2012, quando disputou a Prefeitura de Campo Grande e foi derrotado por Alcides Bernal.

Dois anos antes, porém, Giroto havia alcançado seu maior resultado eleitoral. Em 2010, foi o candidato a deputado federal mais votado de Mato Grosso do Sul, com aproximadamente 147,3 mil votos. Depois da disputa pela prefeitura, seu nome passou anos afastado das urnas e apareceu em investigações e processos relacionados a suspeitas de corrupção.

Outro rosto conhecido das eleições e, principalmente, da televisão é Mauricio Picarelli (PRD). Aos 79 anos, ele concorre a deputado federal e tenta converter novamente em votos uma exposição pública construída ao longo de décadas, inclusive como apresentador do programa O Povo na TV.

Picarelli já passou pela Assembleia Legislativa e continuou aparecendo nas urnas mesmo após deixar os mandatos. Foi suplente em disputas posteriores para deputado e, mais recentemente, concorreu a vereador em Campo Grande em 2024, quando também ficou na suplência. Na memória de parte do público, segue associado ao bordão “Picarelli do céu”.

A lista também inclui Delcídio do Amaral (PRD), outro político com extensa sequência de candidaturas. Desta vez, ele volta a buscar o Governo de Mato Grosso do Sul. Delcídio disputou o governo pela primeira vez em 2006 e perdeu. Quatro anos depois, alcançou o principal resultado eleitoral da carreira ao conquistar uma vaga no Senado com 826.848 votos. Depois daquele mandato, não conseguiu voltar a ocupar cargo eletivo.

Nesse período, tentou novamente o governo em 2014, disputou o Senado em 2018, concorreu a deputado federal em 2022 e, em 2024, entrou na corrida pela Prefeitura de Corumbá.

Se alguns ficaram anos sem concorrer, Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, a Enfermeira Cida Amaral (Avante), seguiu o caminho oposto. O nome dela virou presença recorrente em eleições estaduais e municipais, alternando candidaturas a deputada e vereadora.

O último mandato conquistado por ela veio em 2016, quando foi eleita vereadora de Campo Grande pelo quociente partidário, com 1.929 votos. Em 2026, volta a tentar uma cadeira de deputada estadual.

Um caso diferente é o de Marco Aurélio Santullo (PP). Ele está entre os “das antigas” não por colecionar eleições, mas por estratégias. Depois de mais de quatro décadas circulando pela política, disputa pela primeira vez um cargo eletivo. Santullo, de 65 anos, aparece na urna como “Santullo da Tereza”, referência à senadora Tereza Cristina, de quem é aliado e articulador político.

A trajetória nos bastidores começou ainda em 1982, quando foi trabalhar na Câmara dos Deputados como assessor técnico legislativo. Ao longo dos anos, exerceu funções no serviço público estadual e federal e esteve ligado à articulação de campanhas eleitorais.

Entre os cargos ocupados estão a Superintendência da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), assumida em 2016, e a Diretoria Administrativa Financeira da Anater (Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural), a partir de 2019. Mais recentemente, também integrou a administração municipal de Campo Grande.

Outra candidatura que resgata um nome de eleição passada é a de Gilda Maria Gomes dos Santos, a Dona Gilda (PT). Aos 69 anos, ela é candidata a vice-governadora na chapa de Fábio Trad. A experiência eleitoral anterior de Dona Gilda é bem mais distante. Em 2010, ela participou da eleição como suplente na candidatura de Dagoberto Nogueira ao Senado.

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