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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

13/10/2016 14:54

Homem confessa homicídio de adolescente e alega fúria por roubo

Caminhoneiro afirma que adolescente que matou fazia parte de gangue que arrombou a casa dele três vezes

Anahi Zurutuza e Guilherme Henri
Caminhoneiro deu entrevista em frente à delegacia, mas não quis mostrar o rosto (Foto: Fernando Antunes)Caminhoneiro deu entrevista em frente à delegacia, mas não quis mostrar o rosto (Foto: Fernando Antunes)

O caminhoneiro José Milton da Silva Fraga, 49, se entregou à polícia na tarde desta quinta-feira (13) e confessou ter matado com um tiro no peito Vinícius da Costa Silva, de 15 anos. O assassino confesso relata que estava furioso com uma gangue que agia no Jardim Carioca – no oeste de Campo Grande –, da qual a vítima faria parte, pois teve a casa arrombada e furtada por três vezes em 90 dias.

José Milton também alega que atirou para se defender de um grupo de jovens e que não tinha a intenção de matar Vinícius.

O crime aconteceu no fim da tarde de terça-feira (11) em um campo de futebol da avenida Sete. O caminhoneiro, que morava sozinho do bairro, relata que chegou em casa e viu tudo revirado, além de perceber que alguns pertences dele haviam sido levados.

Ele conta que neste momento ficou furioso, pegou uma arma artesanal que tinha em casa e saiu à procura do grupo de jovens a quem ele credita a autoria dos assaltos. José Milton afirma que, inclusive, em uma das vezes que a casa dele foi invadida Vinícius foi visto por ele.

O caminhoneiro conta que registrou boletins de ocorrência todas as vezes que foi furtado e que, por isso, recebia ameaças da tal gangue. “Eles dizia para eu não mexer com eles”.

No campo de futebol, o caminhoneiro foi tirar satisfação com os jovens e diz que o grupo partiu para cima dele. Foi quando ele voltou até o carro, pegou a arma e atirou. O único tiro disparado pegou no adolescente, que estava mais à frente.

“Estou aqui porque sei que não é correto o que eu fiz. Estou muito arrependido, sou pai de três filhos, não queria matar, mas agora vou ter de pagar”, disse à reportagem ao chega à 7ª DP (Delegacia de Polícia), onde está sendo ouvido pela delegada Rozely Dolor Galego.

José Duarte, advogado do caminhoneiro, diz que vai alegar legítima defesa.

Incêndio – Em retaliação à morte do garoto, a residência do suspeito, que fica no mesmo bairro, foi completamente incendiada.

Vizinhos afirmam que o fogo foi criminoso e foi colocado por pessoas que queriam vingar a morte de Vinícius. Segundo o Corpo de Bombeiros, a casa foi consumida pelo fogo e ficou com a estrutura comprometida. “Perdi tudo, estou morando no trecho”, lamentou o caminhoneiro.



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