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Capital

Idosos e pessoas com deficiência são ouvidos sobre comércio na nova 14

Sebrae foi contratado para ajudar a recuperar faturamento perdido por comerciantes em 17 meses de obra

Por Tainá Jara | 24/01/2020 17:27
Obras de revitalização da 14 de Julho durou 17 meses e terminaram  no mês passado (Foto: Arquivo/Gabriel Marchese)
Obras de revitalização da 14 de Julho durou 17 meses e terminaram no mês passado (Foto: Arquivo/Gabriel Marchese)

Revitalizada, a Rua 14 de Julho ganhou estrutura inovadora em relação às outras vias de Campo Grande. Mas, as adequações não param com a entrega da obra finalizada. Prejudicados durante os 17 meses de execução do projeto, o comércio vai precisar ser reformatado para recuperar faturamento e potencializar as vendas. Para entender as novas necessidades, a consultoria, contrata ao custo de R$ 200 mil pela prefeitura, ouve pessoas com deficiência e idosos sobre as impressões em relação a principal via da Capital.

Os grupos representam apenas parte dos usuários da nova via ouvidos por consultores do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), na tarde desta sexta-feira, mas já trouxeram sugestões para potencializar do comércio e futuras intervenções.

Presidente da AMDEF-MS (Associação de Mulheres com Deficiência de Mato Grosso do Sul), Mirelle Ballatore, destacou as melhorias relacionadas a acessibilidade adotadas com a revitalização da via, porém, afirma que as lojas também precisam estar em sintonia com as melhorias. “A rua ficou acessível, mas o comércio não!”, explicou.

Falta de rampas de acesso, altura dos balcões de atendimento e ausência de provadores adaptados são alguns dos problemas apontados pela representante.

Ao visitar a via com o marido, também cadeirante, Mirelle descreveu passeio tranquilo em relação a obstáculos, como dificilmente teve até então pelas ruas da Capital. A dificuldade, no entanto, esbarrou no uso do estacionamento. Foi necessário utilizar estabelecimento privado, já que a via não reserva nenhuma das vagas para pessoas com deficiência.

A presidente do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, Ivone Angelo dos Santos, ressalta que as necessidades estruturais em relação a via chegam a ser contraditórias.

Consultores do Sebrae ouvem representantes de entidade de pessoas com deficiência (Foto: Tainá Jara)
Consultores do Sebrae ouvem representantes de entidade de pessoas com deficiência (Foto: Tainá Jara)

Enquanto para os cadeirantes transitar na nova 14 de Julho deixou de ser desafio, os deficientes visuais enfrentam problemas em trechos onde foi eliminado o rebaixamento do meio-fio. Embora facilite a vida da pessoa com cadeira de rodas, a estrutura não deixa indicação entre o final da calça e início da rua, representando risco de acidentes para os cegos. “O ideal seria um piso de textura diferente para perceberem a mudança”.

Sugestões como a ampliação da cobertura das lojas para abrigar o piso tátil e evitar que os cegos se molhem em dias de chuva, além balcão de informações para pessoas com deficiência, com tradutor de libras, também estão entre as sugestões.

Só elogios – A presidente do Conselho Municipal do Idoso, Neiva Mello, elogiou a revitalização da Rua 14 de Julho. Moradora da região central e afirma que nunca viu uma via tão bonita. “Temos calçadas planas e lixeiras colocadas de forma estratégica. Isto é muito significativo para gente”.

Plataforma digital - A consultoria compra pela prefeitura ao custo de R$ 200, no final do ano, esta na etapa de engajamento, já passou pela fase de entrevistas com usuários da 14 de Julho e terá a consolidação das propostas em plataforma digital a ser divulgadas em 15 dias.

De acordo com a coordenadora do projeto Lissandra Daudt Baron, a proposta é ter um documento que apresenta diretrizes e apanhado de ações como sugestões para serem feitas na 14 de Julho. “A Rua 14 de julho é uma rua que tem muitos negócios . A missão do Sebrae é o sucesso dos pequenos negócios . Então, para uma rua de negócios ter sucesso, a gente precisa que as pessoas estejam lá movimentando. Estamos envolvidos buscando esse dinamismo econômico “, explicou.