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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

25/01/2013 11:47

Invasores relatam temor de despejo e negam influência de políticos

Paula Maciulevicius e Luciana Brazil
Claudineia da Silva Costa questiona o fato de não conseguir uma casa enquanto outros chegam a vender. (Foto: Luciano Muta)Claudineia da Silva Costa questiona o fato de não conseguir uma casa enquanto outros chegam a vender. (Foto: Luciano Muta)

Com a notícia do cumprimento do mandado de reintegração de posse na área invadida próximo ao shopping Norte Sul Plaza, no bairro Taquarussu, os ocupantes de outro terreno da prefeitura na região do Jardim das Hortênsias passaram a manhã aflitos. Eles rebatem a declaração dada pelo prefeito Alcides Bernal (PP), de que as invasões têm motivação política, e afirmam que não tem político nenhum por trás da ocupação.

Receosos, a maioria fala que não sabe como vai ser e que havendo o despejo, não tem para onde ir. “Dizem que a gente é desocupado, mas tem cadeirante aqui e muita gente com criança que realmente não tem para onde ir. Alguns deixaram as casas porque não conseguiam mais pagar aluguel”, diz uma das ocupantes Claudineia da Silva Costa, 28 anos.

Os ocupantes, que já estão em cerca de 400, informaram que a demolição dos barracos deve acontecer ainda hoje, próximo do meio-dia. A maioria das famílias é do Aero Rancho, Parati, Moreninhas, Nova Esperança e Vila Nhá-nhá e a invasão teve início no sábado passado.

A manicure Deise Santana, 31 anos, é uma das moradoras que entregou a casa que morava por não conseguir pagar o aluguel. Ela alega que espera há 10 anos por uma casa dos programas sociais.

Eles já estão em 400 na área desde sábado. Hoje, receosos, a maioria fala que não sabe como vai ser e que havendo o despejo, não tem para onde ir. (Foto: Luciano Muta)Eles já estão em 400 na área desde sábado. Hoje, receosos, a maioria fala que não sabe como vai ser e que havendo o despejo, não tem para onde ir. (Foto: Luciano Muta)

“Porque não me chama? É o mesmo telefone, eu sempre renovo a inscrição”, disse. Deise falou ainda que deve passar por uma cirurgia de vesícula dentro de um mês e que por isso não tinha mais como pagar o aluguel de casa.

Na região, o que se ouve são as explicações de que a invasão é uma forma de protesto para que as casas, tanto da Emha (Empresa Municipal de Habitação) quanto da Agehab (Agência Estadual de Habitação), sejam distribuídas de forma mais justa.

“Tem gente que não precisa e consegue casa para depois vender e porque quem precisa não consegue”, questiona Michele Santana, 27 anos. Ela se refere a uma lista de endereços de casas que estão ou já foram vendidas nos residenciais Ronaldo Tenuta e Fernanda, no bairro Caiobá II.

Na manhã desta sexta-feira, foi cumprido o mandado de reintegração de posse, ordem de arrombamento e desfazimento de construção na área pública da avenida Ernesto Geisel com a rua Abolição, no bairro Taquarussu. O terreno não estava com barracos, apenas uma casa que servia de depósito e um muro que começou a ser erguido no dia 26 de dezembro.

Do final de 2012 para o início deste ano foram cinco áreas invadidas em Campo Grande. Em frente ao lixão, no bairro Dom Antônio Barbosa, cerca de 400 pessoas estão acampadas desde a véspera do Natal.

Na região do bairro Roselândia, ocupantes ficaram por menos de 10 dias em uma área pública, mas foram retirados pela prefeitura. No bairro Panorama, no início da ocupação mais de 20 famílias estavam na área e construíram até uma igreja.



Esperamos uma atitude justa do nosso prefeito!!
 
Ana Kerolin em 29/01/2013 09:09:17
Quando nao se tem casa para morar, quando o alguel consome mais que 50% do salario, fica realmente complicado. Quando temos nossa casa, mal ou bem, estamos pagando a prestação são outros 500. A verdade é que as casas do governo são entregues na grande maioria a quem nao precisa(familia mais pobre, com filhos). Conheço solteiros, que moram com os pais que conseguiiram uma casa e a alugam. Eu mesma fiquei anos na fila da Agehab ate que desisti e parti para o financiamento da CEF. Entao os governantes deviam ter mais criterios para "sorteio" das casas populares. Ta certo que nao é de graça, mas entre pagar prestação e aluguel mil vezes melhor a prestação...a casa será nossa mesmo que em 30 anos.PREFEITO VAMOS REVER ESSA SITUAÇÃO.
 
Moema Almeida em 25/01/2013 16:49:49
Se arrefecer para os invasores será aberto um sério precedente. Existem centenas de imóveis desocupados e lotes vagos na cidade. Somente por este motivo estes imóveis se tornam aptos a serem invadidos. E o direito de propriedade garantido na Constituição Federal simplesmente será ignorado. O prefeito está certo.
 
Antonio Nunes em 25/01/2013 14:51:45
Se for investigar a situação financeira dessas pessoas vão ver que meia dúzia realmente estão precisando de moradia e o restante não passam de oportunistas.Essas pessoas acham que ao receber uma casa não vão ter que se preocupar com gastos.Terão que pagar agua com taxa de esgoto, luz e fazer melhorias, o que consome quase todo ganho mensal dessa famílias.tem que haver critérios rigorosos ao distribuir casas para que não cometam injustiças.
 
Marcia França em 25/01/2013 13:27:09
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