“Irmão Coutinho” alega estresse e consegue adiar depoimento à Justiça
Sérgio Duarte Coutinho Júnior apresentou atestado psiquiátrico e agora deve ser ouvido em setembro deste ano
Sérgio Duarte Coutinho conseguiu adiar seu interrogatório na Justiça após apresentar atestado alegando problemas psiquiátricos. O empresário e advogado seria ouvido em audiência de instrução e julgamento nesta terça-feira (12) em processo que investiga promoção, constituição, financiamento ou integração de organização criminosa.
RESUMO
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A ação penal tramita em sigilo, mas conforme publicação no Diário da Justiça desta quarta-feira (13), os advogados de Coutinho afirmaram que ele estaria impossibilitado de participar de atos que possam causar elevado nível de estresse.
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Para o pedido, eles anexaram o atestado médico que recomendava o afastamento de “atividades estressoras que impliquem elevado comprometimento emocional”, incluindo audiências e diligências judiciais, pelo prazo de 30 dias, prorrogáveis conforme avaliação clínica.
Ainda segundo a publicação, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi contra o adiamento total da audiência e pediu que apenas o interrogatório de Sérgio fosse remarcado.
Na decisão, o juiz destacou que o processo possui elevada complexidade e que o adiamento completo das audiências causaria prejuízo à duração razoável do processo e à economia processual.
Com isso, ficaram mantidas as audiências de instrução marcadas para os dias 12 e 13 de maio de 2026, destinadas à oitiva de testemunhas. Já os interrogatórios dos réus foram remarcados para o dia 23 de setembro de 2026, às 13h30.
O juiz também ressaltou que o acusado continuará assistido por defesa técnica durante os atos processuais e poderá ter acesso às gravações das audiências antes do interrogatório. Além disso, autorizou a participação de Sérgio por videoconferência, caso haja condições clínicas.
"Máfia das licitações"
Sérgio é empresário e advogado e figura entre os investigados em processos que apuram supostas irregularidades em contratos públicos no Estado. Ele foi alvo daOperação Turn Off, que apura suspeitas de fraudes em licitações, junto com o irmão Lucas de Andrade Coutinho.
Segundo a investigação, o esquema consistia em fraudar licitações para compra de equipamentos e materiais de consumo destinados às secretarias estaduais de Saúde e de Educação, com apoio de servidores públicos. Os irmãos Lucas e Sérgio Coutinho negociavam pagamento de propina em troca de favorecimento nas contratações e vantagem sobre concorrentes.
Os contratos sob investigação somam R$ 68 milhões. Quatro empresas estão entre as suspeitas: Maiorca Soluções em Saúde, de propriedade de Sérgio; Comercial Isototal Ltda, em nome de Lucas; além da Isomed Diagnósticos e da Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda, conforme dados da Receita Federal.
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