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Capital

Juiz aceita denúncia e marca 1ª audiência sobre assassinato de motoentregador

Bruno, que está preso desde o dia 19 de agosto, é réu por comprar um revólver calibre 38, sem autorização, e por matar Emerson

Por Geisy Garnes | 02/09/2020 17:18
Bruno se apresentou na 1ª Delegacia de Polícia Civil no dia 19 de agosto (Foto: Silas Lima)
Bruno se apresentou na 1ª Delegacia de Polícia Civil no dia 19 de agosto (Foto: Silas Lima)

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, aceitou a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul contra Bruno Cezar de Carvalho de Oliveira, de 24 anos, assassino confesso do motoentregador Emerson Salles Silva, de 33 anos. A primeira audiência sobre o caso foi marcada para o próximo mês.

Bruno, que está preso desde o dia 19 de agosto, é réu por comprar um revólver calibre 38, sem autorização, e por matar Emerson na noite do 13 de agosto, na lanchonete em que trabalhavam juntos na Avenida Mato Grosso, no Centro de Campo Grande.

Nesta terça-feira (1º), o juiz aceitou a denúncia feita pelo Ministério Público e já determinou a primeira audiência do caso, quando serão ouvidas as testemunhas de acusação. Por conta da pandemia do coronavírus, os depoimentos acontecerão de forma virtual, por videoconferência, no dia 6 de outubro, às 13h30.

Conforme apurado pela polícia, os dois trabalhavam juntos como entregadores não só na lanchonete, mas também em uma rede de farmácia. No dia anterior ao crime, 12 de agosto, Bruno faltou ao trabalho, o que sobrecarregou Emerson. Por isso, eles acabaram discutindo por WhatsApp.

Quando se encontraram no dia seguinte, brigaram novamente. Conforme denúncia do Ministério Público, para intimidar o colega, Bruno sacou uma arma, mas logo a guardou na mochila. Não demorou muito para a discussão recomeçar e partir para agressão. A confusão foi separada por funcionários da lanchonete.

O autor de afastou por um tempo, no entanto, voltou mais uma vez armado e atirou pelo menos três vezes em Emerson, uma delas na cabeça. Todo o crime foi registrado por câmeras de segurança. Logo depois de matar o colega de trabalho, Bruno fugiu de moto e levou o revólver usado com ele. Cinco dias depois, se apresentou à polícia e confessou o crime. No dia 19 de agosto, teve a prisão preventiva decretada e foi levado para o presídio.

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