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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

12/05/2018 08:02

Juiz faz inspeção no “Inferninho”: ponto tradicional para desovar cadáver

"Os algozes destes crimes sabem que se trata de um buraco com aproximadamente 70 metros de profundidade e diâmetro de 150 metros, constituindo-se num verdadeiro fosso rochoso, macabro"

Aline dos Santos
Em Campo Grande, Inferminho é uma cachoeira usada para desova de cadáver. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)Em Campo Grande, "Inferminho" é uma cachoeira usada para desova de cadáver. (Foto: Fernando Antunes/Arquivo)
Juiz (primeiro a direita) conheceu Inferninho, bastante citado em julgamentos por homicídio.  (Foto: TJ/MS)Juiz (primeiro a direita) conheceu "Inferninho", bastante citado em julgamentos por homicídio. (Foto: TJ/MS)

Ponto tradicional para desova de cadáveres e bastante citado nos julgamentos por homicídio em Campo Grande, o “Inferninho”, a 20 quilômetros da área urbana foi inspecionado pelo juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos; o promotor Douglas Oldegardo dos Santos e o defensor público Rodrigo Antônio Stochiero Silva.

As autoridades foram ao local na ultima quinta-feira (dia 10). Para o magistrado, a geografia favorece a escolha dos criminosos.

Os algozes destes crimes sabem que se trata de um buraco com aproximadamente 70 metros de profundidade e diâmetro de 150 metros, constituindo-se num verdadeiro fosso rochoso, macabro, revestido de florestas nas laterais e fundos”, afirma o juiz em entrevista ao site do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

Ainda conforme Aluízio, muitos esperam ficar impunes pelas dificuldades de acesso ou mesmo de sobrevivência das vítimas quando empurradas com vida.

O juiz, promotor e defensor foram à zona rural de Campo Grande para ouvirem o depoimento de uma vítima de tentativa de homicídio, que mora em uma chácara. O crime foi em novembro do ano passado, no município de Rio Negro, e a vítima está tetraplégica.

Repercussão – Na lista dos crimes que passaram pelo “Inferninho” aparecem os assassinatos da musicista Mayara Amaral e da manicure Jeniffer Nayara Guilhermete de Moraes, além de morto pelo “tribunal do crime”,julgamentos orquestrados por facções criminosas.



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