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Capital

Juiz mantém prisão de Jamilzinho e Fahd Jamil fará nova perícia médica

Os dois são alvos da Operação Omertà, que desde 2019, investiga um grupo de extermínio no Estado

Por Geisy Garnes | 19/11/2021 16:37
Fahd Jamil deixou a cela do Garras em junho deste ano. Na imagem, o carro em que ele estava da delegacia. (Foto: Paulo Francis)
Fahd Jamil deixou a cela do Garras em junho deste ano. Na imagem, o carro em que ele estava da delegacia. (Foto: Paulo Francis)

Em nova decisão, o juiz da 1ª Vara Criminal de Campo Grande, Roberto Ferreira Filho, manteve a prisão preventiva de Jamil Name Filho, o Jamilzinho e determinou uma nova perícia para avaliar a necessidade de Fahd Jamil Georges permanecer em prisão domiciliar. O “Rei da Fronteira” deixou a cadeia há mais de 150 dias e será reavaliado pelos médicos do IMOL (Instituto Médico e Odontológico Legal) para que a Justiça tenha um laudo sobre seu atual estado de saúde.

Os dois são investigados da Operação Omertà, que em 2019, comprovou a existência de um grupo de extermínio em Mato Grosso do Sul, com estreita relação com integrantes da segurança pública do Estado.

As decisões foram proferidas em processos diferentes, nos dias 17 e 18 de novembro. A revisão da prisão de Fahd Jamil é resposta a pedido da defesa, que alega ao juiz que a “situação de saúde” do cliente ainda é debilitada.

Ao definir a necessidade de novos exames, o juiz lembrou que na primeira vez, os laudos do IMOL determinaram "tratamento emergencial em ambiente hospitalar" e só por isso, foi decretada a domiciliar do réu. “Pois bem, considerando que já se passaram mais de 150 (cento e cinquenta) dias, determino que o requerente Fahd Jamil seja novamente reavaliado”. Ainda não há data para a nova perícia.

Enquanto isso, outros réus do processo já tiveram a prisão avaliada e mantida. É o caso de Jamilzinho e de Mariano Rios, ambos presos no Penitenciária Federal de Mossoró. Para deixar os dois presos, Roberto Ferreira levou em consideração a “periculosidade em concreto das condutas supostamente praticadas” e a possível “existência de poderosas e complexas organizações criminosas armadas”.

Os outros pedidos – O juiz ainda analisou outros pedidos feitos pelas defesas dos diversos réus denunciados pela operação ao longo das investigações. Entre eles, a disponibilização de interceptações telefônicas na íntegra e das análises de notebooks e celulares apreendidos pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

Atendendo as defesas de Fahd e Jamilzinho, o juiz pediu ao Gaeco detalhes de agentes responsáveis pelo transporte, armazenamento e acesso aos aparelhos informáticos “fisicamente apreendidos e dos dados digitalmente obtidos”, além da identificação de horários e locais em que foram reunidos. “A partir das respostas a estas solicitações, a defesa e os demais atores processuais poderão aferir se a interceptação foi cumprida adequadamente”.

Ele também determinou acesso às interceptações de maneira integral, pelo mesmo motivo. Outro pedido atendido, foi a disponibilização de um depoimento feito na sede do Garras (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sobre o desaparecimento de Daniel Alvarez Georges, filho de Fahd. Sua morte teria motivado uma série dos assassinatos em série orquestrados pelo grupo.

Apesar das “vitórias” da defesa, alguns pedidos foram negados, como o acesso ao bilhete original apreendido na Penitenciária Federal de Campo Grande, que Jamilzinho e o pai planejavam atentado aos delegados e promotores envolvidos na força-tarefa que os levaram para a prisão. As ameaças anotadas por um outro interno da unidade desencadearam uma das fases da operação e foram o motivo da transferência dos envolvidos para Mossoró.

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