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Capital

Juiz nega revogação da prisão de guardas presos na Omertà

O pedido foi negado pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7ª vara criminal

Por Maressa Mendonça e Aline dos Santos | 04/10/2019 19:22
Sede do Gaeco em Campo Grande onde os investigados na operação, prestam depoimento. (Foto: Henrique Kawaminami)
Sede do Gaeco em Campo Grande onde os investigados na operação, prestam depoimento. (Foto: Henrique Kawaminami)

Os guardas municipais Igor Cunha de Souza, Rafael Carmo Peixoto Ribeiro, Eronaldo Vieira Da Silva continuarão presos até a conclusão das investigações da “Operação Omertá” que apura os crimes cometidos por milícia especializada em execuções de inimigos em Mato Grosso do Sul. O pedido de revogação da prisão temporária deles foi negado pela Justiça.

A resposta negativa é do juiz Marcelo Ivo de Oliveira da 7ª vara criminal. Ele quem autorizou o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) a deflagrar a “Operação Ormetá” em que foram cumpridos 23 mandados de prisão e 21 de busca e apreensão no dia 27 de setembro em Campo Grande.

Procurado pelo Campo Grande News o advogado dos guardas, Marcio Almeida explicou que o juiz entendeu que as investigações não foram encerradas e por esse motivo ele decidiu pela manutenção das prisões.

Ele destacou que o magistrado não citou nenhuma conduta criminosa dos guardas para manter as prisões divergindo, segundo ele, do Gaeco cujas investigações apontam indícios de crime.

"Contudo, entendemos que a decisão não expôs de forma clara quais os elementos de fato que levam a manutenção da prisão para realização de atos de investigação de modo que estudamos a impetração de um Habeas corpus", pontuou. 

Segundo ele, os guardas ganhavam R$ 625 por semana para fazer serviços gerais como o de motorista levando crianças ao shopping e buscando remédios na farmácia para o senhor Jamil Name. Ainda segundo o advogado, as imagens apresentadas pelo Gaeco corroboram essa versão.

Em uma delas é possível ver um dos guardas lavando a calçada da residência dos Name com uma máquina. Até a quinta-feira (3), os guardas estavam presos nas celas da Derf (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos). 

Operação- A operação Ormetà apura crimes de organização criminosa atuante na prática dos crimes de homicídio, milícia armada, corrupção ativa e passiva. Ao todo, foram 23 ordens de prisões: sendo 13 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de prisão temporária em Campo Grande. A lista de presos inclui um policial federal e quatro policiais civis e os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho. 

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