A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

24/06/2014 08:11

Júlio de Castilho fica pronta em 30 dias e estacionamento será proibido

Lidiane Kober e Filipe Prado
Em 30 dias, estacionamento deverá ser proibido de vez na Avenida Julio de Castilho (Foto: Cleber Gellio)Em 30 dias, estacionamento deverá ser proibido de vez na Avenida Julio de Castilho (Foto: Cleber Gellio)
Para Salvador, proibição afastará clientes das lojas sem estacionamento próprio (Foto: Cleber Gellio)Para Salvador, proibição afastará clientes das lojas sem estacionamento próprio (Foto: Cleber Gellio)

Iniciada há quase três anos, em agosto de 2011, as obras de revitalização da Avenida Júlio de Castilho vão ser concluídas em 30 dias. A Seintra (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Transportes) promete concluir as obras na Avenida Júlio de Castilho, orçadas em R$ 18 milhõe. Assim que terminar os trabalhos, a administração da via será entregue de vez à Agetran (Agência Municipal de Trânsito), que, apesar da pressão de alguns comerciantes da região, vai proibir o estacionamento na avenida.

“Falta instalar dois semáforos que não chegaram de São Paulo”, explicou o titular da Seintra, Semy Ferraz. Ele calcula que, no máximo, em 15 dias a sinalização estará em Campo Grande. “Nossa expectativa é zerar tudo em 30 dias”, acrescentou.

Diretor-presidente da Agetran, Jean Saliba adiantou que, assim que a obra for concluída, o estacionamento ao longo de toda a avenida será extinto de vez. “São duas pistas, via de passagem, não tem como manter estacionamento lá”, justificou. Segundo ele, uma minoria é contrária a medida. “Tem comerciantes que reclamam, mas a maioria é contra”, admitiu.

Saliba ressaltou ainda que esse grupo deveria ter pensado na questão antes de abrir comércio. “No projeto de qualquer obra, tem que ter estacionamento. Cadê o dessas lojas?”, indagou. “Abrir comércio sem essa opção, é o mesmo dizer eu vendo, mas não entrego. O pessoal vai precisar se adaptar”, completou.

O diretor da Agetran frisou ainda que a administração municipal teve boa vontade, fez teste para manter o estacionamento, mas acabou se convencendo que não é possível garantir fluidez e segurança ao trânsito mantendo a opção. “Não adianta transferir o problema”, analisou. “Não pode ter medo de enfrentar as críticas”, finalizou.

Reação – O fim do estacionamento divide os usuários. Em sua maioria, os contrários são comerciantes, sem a opção de estacionamento na loja. É o caso de Salvador Oliveira, 53 anos. “Já não tem a opção de retorno dos carros e ainda vão tirar o estacionamento”, reclamou. “Muitas pessoas não voltam a atrás para comprar o produto”, emendou.

Também comerciante e também sem estacionamento na empresa, Luiz Carlos José da Silva, de 58 anos, pensa diferente. “Não tem como o carro andar na avenida, tem que ser assim, é justo”, disse. Dividida com a proibição, a vendedora Adriana Ferreira, 36, lamenta pelos comerciantes, mas admite que está difícil circular pela avenida, principalmente, nos horário de pico.



A prefeitura vai transformar a Julio de Castilho em uma rua residencial, pois o comercio que hoje se encontra na avenida está minguando, todo mundo que tem um minimo de juízo tá saindo de lá, de que adianta uma rua comercial sem lugar pra parar? Eu mesmo não faço mais compras na Julio de Castilho desde que começaram as reformas, e não pretendo voltar a comprar por lá nunca mais, pois agora não tem mais lugar pra parar e ninguém quer pagar estacionamento em um lugar que é um absurdo você não ter uma vaguinha pra estacionar, nossos engenheiros urbanistas são BURROS, o correto ali é transformar a rua em mão única e abrir uma nova mão na rua de trás.
 
maximiliano rodrigo antonio nahas em 24/06/2014 12:56:03
Além de proibir o estacionamento, também deveria haver mais fiscalização, porque em vários cruzamentos os condutores param para virar a esquerda. Na entrada da rua pinto d'água (quem vai para o Zé Pereira) vários carros e motos fazem essa conversão proibida. Várias ruas que mudaram o sentido também não são respeitadas. O motorista de campo grande só aprende quando dói no bolso, ou seja, senão fiscalizar e multar não adianta nada pintar uma guia ou colocar placas.
 
Ivan Guimarães Ribeiro do Nascimento em 24/06/2014 11:03:45
Se o estacionamento na via não será permitido, o Município terá que refazer as guias, pois na execução do projeto foi proibido o rebaixamento para os estacionamentos das lojas.
 
Lana Lübe em 24/06/2014 08:44:04
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions