Justiça condena jornalista a 11 anos de prisão por estupro de criança
Réu também foi responsabilizado por armazenar material ilegal e não poderá recorrer em liberdade
A Justiça condenou o jornalista Renan Lopes Gonzaga a 11 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 16 dias-multa, pelos crimes de estupro de vulnerável, que envolve ato sexual com menor de 14 anos, e por armazenar material com conteúdo de exploração sexual de criança e adolescente. A decisão acolheu parcialmente a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e determinou que o réu não poderá recorrer em liberdade.
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O jornalista Renan Lopes Gonzaga foi condenado a 11 anos de reclusão em regime fechado pelos crimes de estupro de vulnerável, com agravante por abuso de confiança, e armazenamento de material de exploração sexual infantil. Preso em setembro do ano passado em Campo Grande, ele é acusado de atrair adolescentes ao apartamento com ofertas de comida e videogame para praticar abusos. O réu não poderá recorrer em liberdade.
Conforme a sentença publicada no Diário da Justiça de ontem (14), a condenação considerou o crime de estupro de vulnerável, com agravante por abuso de confiança, além do armazenamento de material envolvendo exploração sexual de criança e adolescente. O juiz também levou em conta a repetição das condutas, o que contribuiu para o aumento da pena. O réu foi absolvido da acusação de fornecer bebida alcoólica a menor. A reportagem tentou contato com a defesa do jornalista e aguarda retorno.
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Renan foi preso em flagrante em setembro do ano passado, acusado de estuprar um menino de 11 anos, em Campo Grande. Segundo a investigação, ele atraía adolescentes para o próprio apartamento com a oferta de comida, jogos de videogame e acesso à piscina. No local, praticava atos libidinosos contra as vítimas. A denúncia teve início após a mãe de um dos meninos procurar a polícia ao perceber o desaparecimento do filho. O garoto foi localizado e relatou ter ido até o apartamento do jornalista.
Em depoimento à época da prisão, Renan negou as acusações. Ele afirmou que os adolescentes pediram para permanecer em seu apartamento, onde jogaram videogame e se alimentaram, e disse que não houve consumo de bebidas alcoólicas. Segundo ele, ao saber que um dos meninos estava sendo procurado, acionou um carro de aplicativo para que eles retornassem para casa.
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