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Capital

"Justiça de Deus não tarda", diz filha de artista plástica morta durante assalto

Cerca de 40 pessoas acompanharam o enterro de Catarina no Cemitério Jardim das Palmeiras

Por Geisy Garnes e Bruna Marques | 05/05/2021 10:48
Família e amigos em tenda montada para o sepultamento. (Foto: Hanrique Kawaminami)
Família e amigos em tenda montada para o sepultamento. (Foto: Hanrique Kawaminami)

A dor em perder Catarina Maria Marquesi Moreira de forma abrupta ficou estampada no silêncio e nas lágrimas na manhã desta quarta-feira (05). A música suave e as palmas da família e dos amigos que acompanhavam o sepultamento foram a homenagem aos 72 anos vividos pela artista plástica, que na manhã de ontem foi assassinada durante uma tentativa de roubo.

Catarina foi sepultada no Cemitério Jardim das Palmeiras, no Jardim Seminário em Campo Grande, nesta quarta-feira. Cerca de 40 pessoas acompanharam o enterro. A dor da perda e a revolta pela maneira como a artista plástica foi morta eram vistas nos gestos e ficaram marcadas na frase simples da filha caçula da vítima “A justiça de Deus não tarda. Só espero que ela encontre paz”.

Abalada, Marina Moreira de Andrade, de 40 anos, não falou muito, mas contou que o pai tem problema auditivo e estava sem o aparelho quando a casa foi invadida na manhã de ontem. A esposa acordou mais cedo e desceu para o térreo. Ele seguiu seus passos pouco depois, mas quando chegou na sala encontrou a mulher já caída. Catarina morreu antes de receber socorro.

Nesta manhã, a música “Acalma o meu coração”, de Anderson Freire, transmitia o sentimento de cada pessoa presente. “Descansa em minha alma e acalma a tempestade que agita o meu coração”. No minuto final, “Tua fidelidade” de Ronaldo Bezerra e salva de palmas marcaram a despedida.

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O caso - A idosa foi encontrada pelo marido na sala casa ainda com vida, mas não resistiu. Segundo a polícia, perícia inicial mostrou que o autor do crime entrou na casa pelo muro após invadir a residência que fica ao lado do local, com um pedaço de madeira colocado para dar apoio.

“Pela forma como a madeira estava posicionada, acredita-se que ele tenha entrado por ali, arrombou a porta, entrou no ateliê e em seguida foi para casa e nesse momento quando tentava acessar uma sala, encontrou com a vítima”, declarou o delegado responsável pela investigação e titular da Derf (Delegacia Especializada de Roubos e Furtos), Reginaldo Salomão.

A principal suspeita é de que o autor tenha invadida a casa na tentativa de encontrar um cofre, que não existe no local. Ainda conforme Salomão, não havia lesões aparentes no corpo o que mostra que ela pode ter sido agredida apensa com socos e por isso morreu. Detalhes da investigação não foram divulgados para não atrapalhar os trabalhos da polícia.

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