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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

05/12/2013 09:37

Justiça nega liminar para suspender "cartel" de anestesiologista no HU

Aliny Mary Dias
Atendimento continuará normal enquanto processo tramita na Justiça (Foto: João Garrigó/Arquivo)Atendimento continuará normal enquanto processo tramita na Justiça (Foto: João Garrigó/Arquivo)

A ação civil pública do MPF (Ministério Público Federal), em caráter liminar, que pedia à Justiça o fim do cartel da Servan, empresa que terceiriza o serviço dos médicos anestesistas, foi negada pela Justiça Federal ontem (4).

O MPF entrou com a ação na 3ª semana de novembro afirmando que o cartel poderia causar um colapso no sistema de saúde do Estado.

De acordo com a diretoria da Servan, a empresa pede que as reivindicações por honorários justos sejam atendidas e não concorda com a ação do MPF. Para a diretoria, a decisão da Justiça foi favorável aos profissionais.

Na ação, o ministério pedia que os profissionais fossem remunerados conforme a tabela SUS (Sistema Único de Saúde) até que um concurso público para a categoria fosse feito. O órgão pediu ainda que a empresa reduza seu quadro de médicos a no máximo 20% dos anestesiologistas do município para garantir o fim do cartel.

Toda a discussão começou depois que o contrato entre a Servan, que possui 86 dos 89 médicos anestesistas da Capital, e o Hospital Universitário expirou no dia 25 de novembro. O hospital então anunciou que os médicos seriam remunerados conforme a tabela do SUS.

Depois de anunciar que as cirurgias seriam suspensas, o hospital voltou atrás e, em um acordo com a empresa, ficou definido que o serviço dos anesteseologistas continuaria enquanto o processo tramitasse na Justiça.

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A máxima é indiscutível: hospital e médico existem para atender a pessoa humana adoentada...Se um hospital não conta em seu quadro de determinado especialista ele deve negociar com um especialista de fora e não deixar de fazer o atendimento. Antigamente, quando existiam as Santa Casas Beneficientes, todos os médicos atendiam de graça aos saudosos "Indigentes"; hoje não! Muita gente quer SÓ a gestão, o comando dos muitos dinheiros e pagar Honorários aos médicos e demais colaboradores NÃO....


 
Oswaldo Rodrigues em 05/12/2013 14:55:18
Parabéns à Justiça Federal pela decisão. Com certeza o Juiz que não acatou a demanda do MPF é uma pessoa culta e pensou na comunidade usuária dos serviços de saúde que o HU oferece aos desvalidos, pés descalços, pobres e menos afortunados. Estamos em um país livre, ninguém é obrigado a fazer nada por imposição de quem quer que seja, o MPF precisa se informar melhor antes de querer impor condições a empresas legalmente constituídas. Primeiro a saúde da população depois o resto. Parabéns à Justiça Federal.
 
madalena dos prazeres almeida em 05/12/2013 11:15:18
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