A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

03/06/2011 20:03

Justiça ouve testemunhas, vítima e professor acusado de pedofilia em escola

Ana Paula Carvalho e Francisco Júnior
Hoje, menino estuprado em escola vive a base de remédios. (Foto: Francisco Júnior)Hoje, menino estuprado em escola "vive a base de remédios". (Foto: Francisco Júnior)

Na tarde desta sexta-feira (03) o juiz da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso, Danilo Burin, ouviu testemunhas de defesa e acusação, vítima e o acusado de abusar sexualmente de um menino de 11 anos em uma escola da rede municipal de ensino no ano passado.

A audiência que durou mais de três horas teve 25 testemunhas arroladas, 11 de acusação e 14 de defesa. Destas, oito eram crianças. A vitima, hoje com 12 anos, foi o segundo a ser ouvido. Além dele, o pai, a mãe, o melhor amigo, duas psicólogas e uma assistente social. Aproximadamente 10 testemunhas foram liberadas pelo juiz.

O professor de português,46 anos, acusado de pedofilia, chegou para depor por volta das 16h escoltado por policiais, nesse momento, a família da criança já havia ido embora. Após ser ouvido, ele saiu da sala de audiência, abraçou a esposa e chorou. “Meu marido não fez isso”, disse ela.

Segundo o advogado de acusação, Mário Sérgio Rosa, durante o depoimento o acusado negou que tenha abusado do menino.

Os pais do menino estavam muito abalados e indignados com o tudo o que aconteceu. “A vida da minha família virou de cabeça para o ar. Nunca vi pedófilo na cadeia”, indigna- se o pai da vítima.

Suicídio- O trauma causado pela violência a um menino que mesmo com a pouca idade já carrega o peso de ter sido vítima de um crime bárbaro, afeta toda a família. Em um determinado episódio a mãe foi pega de surpresa por uma crise de medo da criança. “Meu filho tremia a noite quando me via. Daí ele me falou: ‘Você parece com o meu professor’”, disse chorando.

Ainda de acordo com ela, mesmo após meses de tratamento psicológico ele continua tentando o suicídio. E foi a partir de uma dessas tentativas que a desconfiança de que algo estava errado começou. Em novembro do ano passado, antes de contar sobre o que estava acontecendo, ele tentou se jogar do carro. A mãe procurou ajuda de uma psicóloga. Foi ela, quem deu a ideia do que ele poderia fazer para contar o que estava acontecendo, já que não tinha coragem.

Mãe e filho, até hoje não conseguem dormir direito. Ele sempre passa mal, chora, tem vômitos, quase não vai as aulas. E sempre que vai passa mal. Para não ficar sem estudar, duas vezes por semana, um professor cedido pelo município vai a casa dele dar aulas. “Sempre que ele vai à escola, senta na primeira carteira e a porta fica aberta, porque ele sempre passa mal”, afirma a mãe.

Ele foi diagnosticado com pânico pós-traumático e hoje precisa tomar remédios controlados. “Um menino lindo, sadio e educado. Hoje vive a base de remédios controlados”, lamenta.

Bilhete- Segundo a psicóloga, Adriana Motta, demorou cerca de um mês para que ele contasse o que estava acontecendo. Ela sugeriu que se ele tivesse alguma coisa para dizer, que falasse a um amigo. Foi exatamente isso que ele fez. Mas foi por um bilhete de apenas duas linhas em uma folha de papel que ele teve coragem de dizer ao melhor amigo que era obrigado a fazer “sexo oral” no professor.

A família acredita que ele tenha sido abusado por pelo menos 11 vezes.

Nova perícia psicológica- Segundo o advogado de defesa, Mário Sérgio Rosa, a acusação pediu que a criança seja encaminhada a um novo psicólogo para que seja feito um laudo. Segundo ele, se o juiz acatar a solicitação, a defesa encaminhará um assistente para acompanhar.

De acordo com a mãe, a defesa quis sustentar a hipótese de que a vítima tem problemas psicológicos, por isso a família pagou um psiquiatra para fazer uma pericia e, nada foi detectado.

O advogado de defesa, Maurício Vieira Góis Júnior, não confirmou essa informação. Ele disse a equipe do Campo Grande News que pediu uma nova perícia psicológica porque no processo conta apenas a perícia apresentada pela acusação e, como nem o Ministério Público e nem a polícia pediram o exame, a solicitação da repetição do procedimento é uma forma de ser justo. O advogado não quis dar mais informações porque o caso corre em segredo de justiça.

O caso- O professor de 45 anos é acusado de estuprar o menino dento da sala de aula de uma escola municipal de Campo Grande. Segundo a polícia, há indícios de que os abusos tenham acontecido várias vezes, o caso veio à tona apenas em janeiro quando o menino relatou aos pais o abuso ocorrido no dia 10 de setembro do ano passado.

Ele disse que era obrigado a fazer sexo oral no professor sempre após as aulas. O acusado fechava as cortinas e obrigava a criança com o uso de revólveres e facas.

O acusado era professor de português em estágio probatório, mas trabalhava na escola como orientador desde 2008.



É lamentavel notar que não temos mas segurança alguma, o professor que deveria trazer conhecimento do que é bom e ser amigo, leva uma pequena criança a ter traumas irreversiveis para o resto de sua vida! Esses danos morais e fisicos que o aluno sofreu desencadeou um problema na familia inteira, visto que não há mais sossego algum inclusive dentro de casa, pois, ainda hoje um pequeno menino de somente 12 anos tenta suicidio abalando a si mesmo e a familia inteira. Infelizmente é esse nosso mundo atual, nem na escola temos mais segurança, onde era pra ser um local onde há o aprendizado, agora habita medo dentro de uma criança que quer distância da mesma.
 
Loisilene da Silva em 05/06/2011 09:02:03
hoje o mundo esta se transformando com atitudes das pessoas que dizem ser cidadoes que sao capazes de violentar a vida de uma criança ,deixando com traumas ,a prejudicar seu futuro.
 
jaqueline marques rosa em 05/06/2011 08:08:27
Concordo com a Beatricy.
Desde o ínicio percebi algo estranho.Devemos tomar cuidado, para não punir pessoas inocentes.
Já imaginaram caso o professor seje inocente?o estrago que poderá fazer na vida pessoal e profissional dele?
Segundo ouvi dizer, o referido professor deu aula em várias escolas,inclusive fora do estado.Nas investigações não acharam histórico desse tipo de crime.Uma pessoa que passou dos 20 anos há horas.Se realmente fosse pedófilo, já teria cometido algo parecido.
Outras estranhezas: 1º- as pessoas que fazem a limpeza das salas de aula,aguardavam na porta, todos alunos sairem da sala para limpar(com certeza teriam visto algo).
2º - sempre que o aluno envolvido, ficava na sala para concluir a lição, ficavam outros alunos e com a porta aberta.
3º - não houve nenhum relato de alunos ou mesmo funcionários, do professor com o aluno no banheiro.
4º - ninguém viu esse aluno, a sós com o professor em algum lugar suspeita.
5º - nenhum outro aluno,reclamou de assédio por parte do professor.
Se realmente tiverem provas concretas, que seje feita a justiça.Caso contrário,espero que tomem muito cuidado.Não fique só na oitiva de um aluno.Pois,hoje é comum alunos espancarem,matarem... professores e nada de sério acontece com eles.
Nesse caso, pode não ser diferente.Soube que o professor é muito rígido, e hoje com a preguiça mental e falta de limites pode ter gerado um atrito professor/aluno e consequentemente uma vingança.
Não estou defendendo ninguém,que fique bem claro isso.Apenas que seje feita uma justiça "justa".Que o juíz,Promotores e todos envolvidos,realmente analisem bem essa situação para não prejudicarem um inocente.
Vievemos num mundo de pura malandragem,onde todos independente da idade, querem se dar bem...
 
juan charlymoon em 04/06/2011 07:45:20
FAÇO DAS MINHAS AS PALAVRAS DA INTERNAUTA BEATRICY BENTO PTS
 
PAULO VERA em 04/06/2011 06:35:25
essa historia esta mal contada,esse menino ta querendo estragar vida desse professor,,

 
Patricia mendonça l em 04/06/2011 06:14:27
Esta história é muito estranha. Os alunos não saem todos juntos? Por que esse guri não saia junto com os colegas? E se alguém o impedia, por que ninguém via? Justamente em uma escola grande, com tantos funcionários!
 
Beatricy Bento em 03/06/2011 10:25:33
eu espero que o município já tenha exonerado este vagabundo,pois daqui uns dias este crápula consegue os milhões de direito,que todo o bandido e principalmente os bandidos do serviços público tem. e ai vai de novo lecionar e fazer mal aos filhos dos menos favorecido , como já o fez. vocês da imprensa tem que cair em cima deste caso ,se não com certeza não vai acontecer nada além desta prisão a qual ele já esta submetido,que e muito pouco pelo que ele fez a esta criança, e a sua familia.
 
haroldo jose fernandes nogueira em 03/06/2011 09:31:04
imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions