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Campo Grande, Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018

19/04/2018 10:17

Justiça transfere para Capital e fraciona em 3 partes júri de morte no interior

O processo veio para a Capital por se tratar de crime de pistolagem em cidade pequena, logo, a realização do julgamento por lá poderia intimidar os jurados

Guilherme Henri e Bruna Kaspary
Primeira parte do julgamento começou às 8h desta quinta-feira (19) (Foto: Bruna Kaspary)Primeira parte do julgamento começou às 8h desta quinta-feira (19) (Foto: Bruna Kaspary)

O novo julgamento dos envolvidos na morte do advogado Nivaldo Nogueira de Souza será fracionado em três partes. O primeiro júri ocorre nesta quinta-feira (19), pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri onde são levados novamente a julgamento dois réus, acusados de serem os executores da vítima. 

O crime ocorreu em no dia 23 de março, de 2009 em Costa Rica – a 305 quilômetros de Campo Grande. Contudo, o processo veio para a Capital por se tratar de crime de pistolagem em cidade pequena, logo, a realização do julgamento por lá poderia intimidar os jurados.

Conforme a o Tribunal de Justiça, o primeiro julgamento em 2013 foi anulado após a entender que a decisão dos jurados foi contrária às provas existentes. Na época, o júri também foi divido em três partes.

Ao todo, são sete envolvidos, no entanto um deles faleceu, e outro, Michel Leandro dos Reis, 45 anos, não houve recurso, sendo que sua pena já transitou em julgado. Assim serão realizados três novos júris para que sejam julgados novamente cinco acusados.

O crime – De acordo com a denúncia, no dia do ocorrido, por volta das 18h, um dos acusados, pilotando uma motocicleta, teria levado Michel até a “Lanchonete Cantinho Meu”, no centro de Costa Rica, onde o advogado estava. Eles teriam ficado de tocaia na esquina.

Ainda conforme a denúncia, em seguida, um dos réus teria passado de carro e avisado que o homem estava no bar. Os dois primeiros passaram de moto em frente à lanchonete, mas resolveram dar mais uma volta. A seguir, o condutor da moto subiu com o veículo na calçada em frente ao estabelecimento e Michel que estava na garupa desceu e, após certificar-se que era o advogado, sacou a arma e atirou. Um dos atingiu a cabeça de Nivaldo. Após o crime, os dois teriam fugido e duas quadras depois Michel entrou no carro de outro participante da execução. Os três foram condenados.

Segundo a acusação, o pecuarista Oswaldo José de Almeida Junior, 59 anos seria o mandante do crime. Ele teria contratado Edoildo Ramos, 45anos, para intermediar a contratação dos pistoleiros.

Ainda de acordo com a acusação, Wilia Inácio Rodrigues, 41 anos, teve participação moral e material, pois teria apresentado Michel como o matador do advogado. Além disso, Jair Roberto Cardoso, 31anos, também foi acusado de ser um dos intermediários do crime.



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