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Capital

Liberado pelo IML, corpo de homem assassinado será levado para Corumbá

Por Wendell Reis | 01/01/2012 19:06
Jovem está tendo que cuidar de tudo sozinha depois que a família foi ferida(Foto:Simão Nogueira)
Jovem está tendo que cuidar de tudo sozinha depois que a família foi ferida(Foto:Simão Nogueira)

O corpo de Wilson Meaurio, 41 anos, assassinado na madrugada deste domingo (1º), após uma confusão envolvendo policiais, já foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) e será transportado para o município de Corumbá, onde a vítima e a família residiam.

A informação foi repassada pela filha da vítima, Vanessa Pereira Meaurio, 23 anos. Grávida de nove meses e chorando muito, a jovem está tendo que cuidar de tudo sozinha, tendo em vista que a mãe e os irmãos também foram feridos durante a confusão e estão internados.

A jovem revelou ao Campo Grande News que estava dormindo quando ouviu os gritos dos familiares. Segundo ela, os dois irmãos: Maikson Pereira Meaurio, 15 anos, e Maysson Pereira Meaurio, 10 anos, e o primo Mateus Quirino Pereira, 16 anos, estavam no quarto se preparando para dormir quando um policial chutou a porta do quarto e atirou.

O Caso - Uma testemunha que não quis se identificar informou ao Campo Grande News que a confusão teria começado quando o policial que estava em um Fox freou bruscamente sobre um grupo de pessoas que saíam de um casa na rua Barão de Limeira após as festividades de fim de ano.

As pessoas teriam reclamado com o policial que desceu do veículo e disse que era policial e fazia o que queria. Depois de uma briga entre o sobrinho da vítima e o policial, os amigos da vítima teriam quebrado o carro do policial, que acionou a irmã, uma policial civil. A policial efetuou um disparo de advertência e, segundo a testemunha, deu a arma para o irmão, que foi até a casa onde ocorria a festa e efetuou os disparos atingindo a vítima, esposa e os três adolescentes.

Em nota o Comando Geral da Polícia Militar disse que “não se pode afirmar ainda qual arma foi responsável pelos disparos, se a do policial militar, da policial civil ou se havia outra arma com o grupo de agressores”. Além disso, afirma que o PM foi agredido antes de efetuar os disparos.

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