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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

03/09/2015 18:00

Manifestantes acendem velas e pregam cruzes em frente a Famasul

Renata Volpe Haddad e Mariana Rodrigues
Manifestantes acenderam 300 velas e encenaram o velório de Semião. (Foto: Mariana Rodrigues)Manifestantes acenderam 300 velas e encenaram o velório de Semião. (Foto: Mariana Rodrigues)

Protestantes acenderam 300 velas, pregaram cartazes e várias cruzes em frente a Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul), na tarde de hoje. Com carro de som, cerca de 100 pessoas, carregaram um caixão, e fizeram a encenação de um velório, para lembrar Semião Vilhalva, 24, indígena morto com um tiro na cabeça.

O ato aconteceu para pedir respeito as entidades ruralistas e chamar a atenção do Governo Estadual e Federal. Os manifestantes fazem parte do MST, CUT, TPT, CTV, Juventude do PSOL e alguns eram estudantes da UFMS.

A quantidade de velas que foram acesas, corresponde aos 300 indígenas mortos em confrontos, segundo eles alegam. Durante o percurso, que saiu da Praça das Águas e passou pela avenida Afonso Pena, os protestantes gritavam por demarcação da terra, sem violência, a favor da justiça e contra a violência de produtores com índios.

Antes de ir embora, os protestantes encenaram o velório de Semião, rezaram o Pai Nosso, deixaram o caixão em frente Famasul e se dispersaram. Os funcionários da federação, começaram a retirar os cartazes, velas e as cruzes, mas foram orientados pela Polícia Militar, que foi acionada para fazer a segurança, a não mexer no caixão, pois poderia ser motivo de confronto.

Cruzes foram pregadas em forma de protesto. (Foto: Mariana Rodrigues)Cruzes foram pregadas em forma de protesto. (Foto: Mariana Rodrigues)

De acordo com um dos manifestantes o indígena Ukurió Terena, 22, morador da aldeia Buriti, o protesto dá voz aos indígenas. "Esse tipo de ação ajuda as entidades a abraçarem a causa e também a chamar a atenção dos governos", comentou.

Um dos organizadores do protesto, Rogério Batalha Rocha, advogado e membro do CTV (Coletivo Terra Vermelha), a ação é para chamar a atenção da organização ruralista, pois de alguma forma, eles têm responsabilidades. "A culpa não é só do governo, essas organizações propagam informações falsas dos povos indígenas, temos que cobrar das entidades, e foi o que fizemos hoje com a Famasul", explicou.

A Famasul foi procurada, mas não quis se manifestar.



Um bando de desocupados, se estivessem trabalhando àquela hora não estariam lá. Devem ter recebido um cachêzinho de alguém para fazer isso.
Bando de desordeiros !
 
Barbarossa em 03/09/2015 20:33:55
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