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Interior

Marinha investiga choque de comboio contra proteção de ponte em Corumbá

Boletim relata impacto também nos pilares, mas possível dano à estrutura ainda não foi confirmado

Por Anahi Zurutuza | 31/08/2026 19:23
Marinha investiga choque de comboio contra proteção de ponte em Corumbá
Rebocador que conduzia barcaças carregadas bateu num dos pilares da ponte (Foto: Folha MS)

A Marinha do Brasil abriu inquérito para investigar a colisão de um comboio de barcaças contra estruturas de proteção da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá. O incidente ocorreu por volta das 13h40 desta segunda-feira (31).

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A Marinha do Brasil abriu inquérito para investigar a colisão de um comboio de barcaças contra estruturas de proteção da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262, em Corumbá, ocorrida na tarde desta segunda-feira (31). Um rebocador atingiu os dolphins e, possivelmente, pilares da própria ponte, que está em obras de recuperação com investimento de R$ 11,7 milhões. O caso foi comunicado à Defesa Civil e ao DNIT.

Conforme o boletim de ocorrência, um rebocador conduzia barcaças carregadas quando bateu nos dolphins, pilares construídos para proteger a ponte contra impactos de embarcações. De acordo com o site Folha MS, o registro policial aponta que o comboio também teria atingido pilares da própria ponte e comprometido a estrutura física e a segurança da edificação.

Essa possível extensão dos danos, porém, ainda não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pela estrutura. Em nota, a CFPN (Capitania Fluvial do Pantanal) informou apenas que o incidente envolveu o comboio e os dolphins. A embarcação foi identificada.

Para apurar o caso, a Capitania instaurou um IAFN (Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação). O procedimento deverá reunir depoimentos, documentos e outras informações para esclarecer as causas do choque e verificar se houve responsabilidade dos envolvidos.

A Marinha ressaltou que ainda não é possível antecipar conclusões ou apontar responsáveis. Segundo a instituição, esses pontos dependerão das informações reunidas durante o inquérito.

O caso também foi comunicado à Defesa Civil e ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A CFPN afirmou que acompanha a situação e poderá adotar medidas relacionadas à segurança da navegação e à proteção das pessoas que moram ou circulam pela região.

Em obra – A colisão ocorreu durante as obras de recuperação da ponte sobre o Rio Paraguai. Os serviços são executados pela Agesul (Agência de Gestão e Empreendimentos de Mato Grosso do Sul), por meio de acordo de cooperação técnica com o DNIT, com investimento superior a R$ 11,7 milhões.

A intervenção inclui recuperação de elementos estruturais, correção de falhas e reforço da ponte. Durante três fins de semana de agosto, o tráfego foi totalmente suspenso para a concretagem da laje.

Nos demais períodos, a circulação ocorre em meia pista, com sistema de pare e siga. A reportagem procurou a Agesul para saber se a colisão provocou danos à ponte ou poderá interferir nas obras e na circulação de veículos, mas aguarda resposta.