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Interior

Alerta estadunidense inclui fronteira de MS em lista com risco até de sequestro

Aviso recomenda evitar faixa de 160 km, ônibus, favelas e inclusive encontros marcados por aplicativos

Por Kamila Alcântara | 31/08/2026 17:48
Alerta estadunidense inclui fronteira de MS em lista com risco até de sequestro
Turistas norte-americanos em passeio, no estilo safari, na Pousada Aguapé, localizada no Pantanalsul-mato-grossense (Foto: PisaTur)

O governo dos Estados Unidos colocou uma extensa faixa de Mato Grosso do Sul no nível máximo de alerta para viagens. A recomendação aos norte-americanos é direta: não entrar em áreas localizadas a até 160 quilômetros das fronteiras brasileiras com o Paraguai e a Bolívia.

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O governo dos Estados Unidos elevou ao nível máximo de alerta uma extensa faixa de Mato Grosso do Sul, orientando seus cidadãos a não viajarem para áreas a até 160 quilômetros das fronteiras com o Paraguai e a Bolívia, o que inclui cidades como Corumbá, Ponta Porã e Porto Murtinho. O alerta cita crimes violentos, sequestros e tráfico de drogas. Campo Grande não está na zona restrita.

Esse aviso alcança grande parte da região sul e oeste do Estado, onde estão cidades como Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Bela Vista, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas e Mundo Novo.

O alerta foi atualizado para incluir o risco de sequestro no Brasil. Segundo o governo norte-americano, crimes violentos, como assassinatos, roubos armados e furtos de veículos, podem ocorrer de dia ou à noite. A publicação também menciona a atuação de organizações criminosas ligadas ao tráfico de drogas.

As regiões de fronteira receberam a classificação “nível 4”, a mais grave da escala norte-americana. A orientação usada é “não viaje”. Funcionários do governo dos Estados Unidos precisam de autorização especial para entrar nessa faixa.

Mas há um trecho capaz de confundir até quem conhece o mapa: o aviso afirma que a restrição não vale para o “Parque Nacional do Pantanal”. Isso não significa que todo o Pantanal esteja fora do alerta.

A exceção se refere ao Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, localizado no município de Poconé, em Mato Grosso. Portanto, ela não libera automaticamente os destinos do Pantanal sul-mato-grossense nem retira Corumbá e Ladário da área indicada como de risco.

O texto também não coloca Mato Grosso do Sul inteiro na zona de alerta. Campo Grande está fora da faixa de 160 quilômetros. Municípios que não ficam exatamente na linha de fronteira, porém, podem ser alcançados pelo raio estabelecido pelos Estados Unidos.

Alerta estadunidense inclui fronteira de MS em lista com risco até de sequestro

Outros lugares - O alerta vai muito além da nossa fronteira. Os Estados Unidos também colocaram no nível máximo de risco quatro regiões administrativas do Distrito Federal: Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá. A recomendação é não entrar nesses locais entre 18h e 6h. O documento chama essas áreas de “cidades satélites”, expressão que deixou de ser usada oficialmente no DF.

A lista de advertências parece um manual para sobreviver ao Brasil. O governo norte-americano recomenda não visitar favelas nem mesmo com guias turísticos, evitar ônibus municipais, praias após escurecer, bares e boates sem companhia e trilhas em locais isolados. Também orienta o turista a vigiar o próprio copo, desconfiar de encontros marcados por aplicativos e não reagir a assaltos.

O comunicado ainda aconselha que viajantes combinem com familiares uma rotina de mensagens e ligações para confirmar que continuam seguros. O motivo alegado é o risco de assassinatos, roubos armados, furtos de veículos, sequestros, atuação de organizações criminosas e golpes nos quais as vítimas são sedadas.

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