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Campo Grande, Sábado, 07 de Dezembro de 2019

17/11/2019 20:28

Mentor da quadrilha do chapéu, "Velho do PCC" morre em troca de tiros

Comparsas do suspeito também morreram em troca de tiros com o Batalhão de Choque no início do mês

Clayton Neves
Antônio Júlio da Silva, o Velho do PCC. (Foto: Divulgação)Antônio Júlio da Silva, o "Velho do PCC". (Foto: Divulgação)

Antônio Júlio da Silva, segundo a polícia, conhecido como “Andorinha” ou “Velho do PCC”, morreu na noite deste domingo (17) em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar em Rochedo, distante 74 quilômetros de Campo Grande. Ele era apontado como mentor dos assaltos praticados pela “quadrilha do chapéu”.

A morte do “Velho do PCC” foi confirmada pelo Choque no início da noite, no entanto, não foram divulgados detalhes da ocorrência. Coletiva de imprensa com com o comandante do Batalhão de Choque foi marcada para amanhã.

Na madrugada do último dia 10, os comparsas dele, Valdecir Valchak, 31 anos, e Dilermando César Pereira de Almeida, 24 anos, também foram mortos em troca de tiros com a polícia.

Com armamentos de guerra, os assaltos praticados pela quadrilha do chapéu eram planejados por Antônio Júlio, conforme a apuração. As investigações chegaram até a formação da quadrilha por meio de dois endereços que estavam em um papel dentro do veículo Polo, usada pelo grupo nos crimes.

O primeiro endereço anotado, no bairro Portal Caiobá, seria a casa de Antônio, que estava foragido do sistema prisional e não foi encontrado no local.

No segundo endereço, no bairro Novos Estados, os policiais encontraram Vagner Torrico Ramos, que era responsável por guardar na residência as armas usadas nos assaltos. Aos militares, Vagner também revelou que o armamento pertencia a um preso que cumpre pena no Presídio de Segurança Máxima da Capital. Antes de ser morta, a dupla abordada no veículo havia passado na casa do suspeito para pegar as armas encontradas no carro.

Armamento de guerra - Dentro do Polo, os policiais encontraram uma carabina ponto 30, uma submetralhadora UZI, colete à prova de balas, carregadores, munições, um chapéu de palha e dois bonés.

De acordo com o comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, tenente-coronel Marcus Vinícius Pollet, o tipo de armamento encontrado é restrito. “São armamentos pesados, de uso restrito e usadas que são usadas em guerra”, apontou.

Veja o vídeo de alguns dos assaltos praticados pelo bando:

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