A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

20/03/2013 08:42

Moradores reclamam do matagal que toma conta de ruas e áreas privadas

Helton Verão
Seu Natalino diz que nunca o mato chegou a tomar a calçada (Foto: Marcos Ermínio)Seu Natalino diz que nunca o mato chegou a tomar a calçada (Foto: Marcos Ermínio)
No Vilas-Boas pedestres e usuários do transporte coletivo convivem com o mato (Foto: Marcos Ermínio)No Vilas-Boas pedestres e usuários do transporte coletivo convivem com o mato (Foto: Marcos Ermínio)

A falta de limpeza em áreas públicas, às margens de avenidas e ruas pela Prefeitura de Campo Grande começa a preocupar os moradores. A situação se agrava com o descaso dos proprietários de terrenos baldios. Além de ficar com medo dos locais serem usados como abrigo ou local de esconderijo por marginais, pedestres são obrigados a caminhar na rua e disputar, de forma arriscada, espaço com os veículos.

Na avenida dos Cafezais, no bairro Jardim Canguru, uma quadra está inteira tomada pelo mato. A ausência do poder público nestes 90 dias da gestão Alcides Bernal surpreendeu a população. “Trabalho aqui há cinco anos e nunca chegou a uma situação dessa. As pessoas têm que ir pela rua por quase toda a quadra”, conta o comerciante Natalino José de Deus, de 67 anos.

Em outra região da Capital, na avenida Nasri Siufi, no bairro Coophavila 2, entulhos, matos, galhos, madeiras e sofás ocupam a via. Em algumas situações, o canteiro central teve o excesso aparado, mas o outro lado da rua não.

No bairro Vilas-Boas, na rua Bom Pastor, os usuários do transporte coletivo esperam o ônibus no meio o mato. “O dono do terreno cuida muito bem, tanto que pode ver que está bem cuidado lá dentro. Agora aqui do muro para fora tem muito mato, com riscos de propagar doenças”, observa a Adriana Maganha, de 38 anos.

Moradores da rua Alexander Fleming, na vila Bandeirantes vivem a mesma situação que as demais regiões e afirmam que apenas receberam a visita de agentes de saúde, que tiraram fotos e fizeram vídeo de pelo menos dois locais e foi só.

“Não veio ninguém a esse terreno aqui do lado neste ano, ainda teve a chuva que acelerou o crescimento do mato”, lamenta a dona de casa Olinda Caballero, de 57 anos. Uma leitora do Campo Grande News enviou e-mail relatando que está com medo de andar pela rua devido ao matagal. 

 

Vizinhança colabora com descaso de proprietário e Prefeitura  (Foto: Marcos Ermínio)Vizinhança colabora com descaso de proprietário e Prefeitura (Foto: Marcos Ermínio)
João lembra que três funcionários já tiveram dengue este ano  (Foto: Marcos Ermínio)João lembra que três funcionários já tiveram dengue este ano (Foto: Marcos Ermínio)

Alguns metros a frente, uma distribuidora de medicamentos passa pela pior situação das áreas visitadas pelo Campo Grande News ontem à tarde. Além do desleixo do proprietário do terreno, a empresa convive com a irresponsabilidade dos vizinhos, que jogam lixo no espaço e na rua.

“Desde que o prédio da empresa ainda estava em construção, em junho do ano passado, nunca ninguém apareceu aqui para remover os entulhos. O proprietário até chegou limpar uma vez, mas não recolheu, a vizinhança viu aquele lixo amontoado lá e se viu no direito de despejar lá”, conta supervisor da empresa, João Aparecido Martins, de 53 anos.

Segundo Martins, a empresa está preocupada, pois do outro lado da rua existe um ferro velho e junto com o lixão/matagal vizinho, está atraindo muitos ratos e ratazanas. “Trabalhamos com medicamentos, já tivemos três funcionários afastados pela dengue, deduzimos que foi por culpa desses locais”, ressalta João.

Em casos assim, a Prefeitura recomenda que os moradores entrem em contato com a ouvidoria para que o pedido de limpeza seja enviado para a Seintrha.

O telefone do órgão é o 3314-4639. Todos os dias é disponibilizado no site www.capital.ms.gov.br, os locais onde as equipes de limpeza vão estar. O telefone para saber a agenda é 3314-3675.



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions