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Campo Grande, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019

28/06/2019 13:26

Morte por briga de trânsito termina com condenação de 19 anos de prisão

Higor Lopes Ferreira, 21 anos, foi condenado por matar Wictor Hugo Brunet e ferir gravemente Miguel Lopes, após discussão

Silvia Frias
Defesa alegava inocência, mas Higor assumiu autoria do crime (Foto: Henrique Kawaminami)Defesa alegava inocência, mas Higor assumiu autoria do crime (Foto: Henrique Kawaminami)

Higor Lopes Ferreira, 21 anos, foi condenado a 19 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, e dez dias-multa, pelo homicídio de Wictor Hugo Brunet da Mota e a tentativa contra Miguel Francisco Martins Lopes. O crime aconteceu após briga de trânsito e perseguição no Jardim Tijuca. O julgamento foi realizado esta manhã, na 2ª Vara do Tribunal do Júri, na Capital.

O crime aconteceu na madrugada do dia 31 de maio, por volta das 4h30, na Avenida Nasri Siufi. Durante as audiências de instrução, Higor, que morava em Sidrolândia na época do crime, contou que veio para Campo Grande na noite do dia 30 de maio e foi para a casa do amigo. De lá, seguiram para show.

Quando deixava a festa, ao manobrar o carro, ele teria esbarrado em uma motocicleta que estava estacionada. Ao deixar o local, o réu teria sido perseguido por Wictor, de 19 anos. Na garupa estava Miguel Lopes, 21 anos. Higor relatou que atirou ao perceber que seria baleado.

Apesar da confissão na audiência de instrução, a defesa iria alegar inocência, pois ele teria assumido autoria do crime com medo de morrer. “Ele não tem envolvimento com esse crime, estava só dirigindo o carro”, disse o advogado David de Moura Olindo. Mas, diante do juiz, Higor voltou a dizer que atirou.

No caso da manutenção do homicídio, a defesa pediu o afastamento da qualificadora de motivo fútil e do crime de porte ilegal de arma.

Os jurados votaram pela condenação no homicídio com motivo fútil e tentativa de homicídio sem essa qualificadora. Também o consideraram culpado pelo porte ilegal de arma.

No cálculo da pena, o juiz Aluizio Pereira dos Santos considerou como atenuantes a confissão e a menoridade à época do crime. Porém, manteve a qualificadora, já que, conforme denúncia, perseguiu no veículo e atirou cinco vezes, acertando dois tiros em Wictor e três em Miguel: “praticamente descarregou o revólver sobre as vítimas”.

Com os atenuantes, a pena inicial de 22 anos de reclusão (14 anos pelo homicídio e oito pela tentativa) caiu para 17 anos e oito meses (13 anos pelo homicídio e quatro anos e oito meses pela tentativa), em regime fechado.

A condenação foi acrescida dos dois anos de prisão e dez dias-multa pelo porte de arma, sendo definitiva em 19 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, além da multa.

Em relação ao outro réu, Fábio Velasquez Rios, que estava no carro com Higor, o processo foi desmembrado. Como ele está foragido, encontra-se suspenso, até que seja citado por edital ou pessoalmente.

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