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Capital

Motim de presos ocorreu depois de marmita "mixuruca" servida na Gameleira

Na cela, presos protestaram porque andam comendo pouco

Por Ângela Kempfer | 23/09/2020 09:04
Fachada do presídio da Gameleira, na saída para Sidrolândia. (Foto: Henrique Kawaminami)
Fachada do presídio da Gameleira, na saída para Sidrolândia. (Foto: Henrique Kawaminami)

O motim da Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira, ocorreu por causa da marmita "magrinha" fornecida à instituição.  Segundo a Agepen, a confusão ocorreu na hora do jantar, porque o grupo reclamou que "a refeição fornecida pela empresa terceirizada responsável estava em pouca quantidade".

O motim começou por volta das 18h30, no pavilhão 1, no presídio que fica na área rural de Campo Grande, na noite de ontem (22). Policiais penais usaram balas de borracha para conter a ação.

"Durante a manifestação, os internos bateram grades e chegaram a danificar a porta de uma das celas", informa em nota. Os internos da  cela foram retirados para remanejamento a outros locais, o que piorou o clima.

Oito presos da cela 21 começaram a gritar, ameaçando os agentes de morte, e danificaram a grade na tentativa de fuga. Para conter o motim, os policiais penais deram tiros de bala de borracha. Um dos presos acabou ferido.

"Durante a retirada dos presos, um deles reagiu contra os policiais penais e acabou sendo ferido com uma bala de borracha na coxa. Ele foi levado para atendimento médico necessário e já retornou ao presídio", explica a Agência em nota.

Após o motim ser controlado, os policiais registraram o caso na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) do Cepol. Os oito presos foram identificados.

"Além do registro da ocorrência, a  direção da unidade abriu um procedimento disciplinar interno para apurar as responsabilidades e aplicação de sanções cabíveis.  O reparo na porta da cela danificada será providenciado hoje. A Agepen já notificou a empresa terceirizada responsável pelo fornecimento da alimentação. O clima na unidade penal é de tranquilidade", garante a Agepen.

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