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Capital

Movimento dos pés é o único sinal de vida, diz pai de atropelado na Brilhante

Viviane Oliveira | 28/01/2012 10:25

Duas das cinco vítimas que foram atropeladas na brilhante continuam internadas

Durante entrevista Aparecida disse que ninguém tem noção da gravidade do ferimento no tornozelo da filha. (Foto: João Garrigó)
Durante entrevista Aparecida disse que ninguém tem noção da gravidade do ferimento no tornozelo da filha. (Foto: João Garrigó)

O movimento dos pés é o único sinal de vida que o pai de Wanderley Roberto da Silva, 31 anos, vê quando visita o filho na enfermaria da Santa Casa de Campo Grande. Há 28 dias, o rapaz está internado, após ser atropelado quando estava numa calçada na rua Brilhante na madrugada do dia 31 de dezembro, em Campo Grande.

Duas das cinco pessoas que foram atropeladas por Rafael Freitas da Silva, 18 anos, que conduzia um veículo Fiat Uno, continuam internadas no hospital.

“Estou muito angustiado e triste em ver o meu filho naquele estado. Ele está inconsciente e vegetando”, disse o militar aposentado Lourival Roberto da Silva, 56 anos. Segundo o pai, o filho teve traumatismo craniano e por enquanto não responde a nenhum estimulo.

“Quando eu pergunto para o médico se o meu filho ainda vai ter uma vida normal ele responde que só o tempo pode dizer”, lamenta Lourival que o filho trabalhava em um frigorifico e era uma excelente pessoa.

Outro drama vivido por famílias que mudaram de rotina para ficar com os filhos no hospital é de Aparecida de Melo, mãe de Adrieli Hevi de Melo Vaz, 19 anos, ela também foi uma das vítimas do atropelamento.

“A Adrieli já fez quatro cirurgias e ainda vai passar por mais uma para fazer enxerto no tornozelo que foi aberto por causa da pancada”, disse Aparecida. Ela conta que desde o dia do acidente mora no hospital e acompanha o sofrimento que filha passa todos os dias.

“Toda vez que vai fazer curativo ela precisa ser dopada por remédios. Ninguém tem noção do ferimento no tornozelo da minha filha. Depois de sair do hospital ela vai passar por um bom tempo fazendo fisioterapia e pode ficar com sequelas do acidente”, relatou.

O motorista Rafael, que atropelou cinco pessoas na calçada estava a 76 quilômetros por hora no momento do acidente. Além da velocidade, na perícia da Polícia Civil consta que quando chegou ao cenário do atropelamento, em frente a uma conveniência, Rafael que não tem CNH (Carteira Nacional de Habilitação) confessou ter ingerido bebida alcoólica.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Valmir Moura Fé, o inquérito já foi concluído, mesmo com duas das vítimas internadas. Rafael foi indiciado por tentativa de homicídio por dolo eventual ao assumir o risco de produzir o resultado, soma da embriaguez, alta velocidade e dirigir sem habilitação.

No dia do acidente Rafael havia saído de uma festa e seguia em um Uno para a lanchonete onde estavam as vítimas. Segundo ele, um suposto problema na via causou o acidente.

No entanto, a Polícia afirma que ele perdeu o reflexo e o controle da direção. A versão dele não coincide com o que aconteceu de fato, ainda de acordo com a Polícia não há nenhuma marca de frenagem no asfalto e ele estava dormindo no momento que os policiais chegaram.

Marcas de sangue ficaram no local onde as vítimas foram atropeladas. (Foto: Simão Nogueira)
Marcas de sangue ficaram no local onde as vítimas foram atropeladas. (Foto: Simão Nogueira)
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