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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

02/07/2012 18:20

MPE tenta impedir corredor de transporte coletivo na Afonso Pena

Luciana Brazil
Avenida deverá receber corredor de transporte coletivo. (Foto:Arquivo)Avenida deverá receber corredor de transporte coletivo. (Foto:Arquivo)

A implantação de um corredor de transporte coletivo na avenida Afonso Pena, em Campo Grande, é uma discussão antiga e gera opiniões divergentes. Para a realização da obra, seria necessário diminuir, aproximadamente, 1,5 metros do canteiro central da via.

O corredor faz parte do Plano de Mobilidade Urbana, do Pac 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), do Governo Federal.

A 26° Promotoria de Meio Ambiente move uma ação civil pública na Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos que solicita o tombamento judicial do canteiro central da avenida. Caso o Poder Judiciário acolha o pedido do MPE (Ministério Público Estadual), nenhuma alteração no canteiro poderá ser feita.

A Planurb (Instituto Municipal de Planejamento Urbano) produziu um relatório onde conclui que os canteiros das avenidas deveriam ser tombados. Já a comissão de peritos do município, acredita que apenas algumas árvores centenárias devam ser preservadas.

Além do relatório, tramita, desde 2009, um processo administrativo na Fundac (Fundação de Cultura do Município) que pede o tombamento da avenida Afonso Pena. Sem prazo para conclusão, o processo segue parado.

O promotor Eduardo Cândia, que ingressou com a ação, destacou os dois laudos, o da Planurb e outro do Instituto Histórico e Geográfico, que confirmam o valor histórico da avenida.

Segundo Cândia, a proposta da prefeitura de estreitar o canteiro, aprovado pelo Ministério das Cidades, acabou motivando a ação.

Corredor e Mobilidade: O corredor de ônibus na Afonso Pena faz parte do projeto de Mobilidade Urbana que segue em detalhamento, mas já está aprovado pelo Ministério das Cidades. De acordo com a prefeitura, outras obras deverão ser realizadas antes dos corredores.

Para o corredor Sudoeste, do qual a avenida Afonso Pena faz parte, serão destinados 51 milhões.

Somente para a área da avenida, são esperados R$ 10 milhões de investimento, caso o MPE não tenha sucesso na ação de tombamento. O PAC 2 destina R$180 milhões para Campo Grande, sendo R$120 milhões financiado pela caixa e o restante do aporte, R$ 60 milhões, oriundos do Governo Federal.

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Até que se resolva sobre o canteiro central,faça com os veículos não estacionem a direita,que já vai fazer fluir por muito tempo o trânsito e para isso algumas latas de tinta eplacas de sinalização de não estacione,e refazendo as faixas de rolamento,sendo uma de exclusividade de para o corredor de onibus,eo dinheiro do PAC que não é pouco coloque nos hospitais para dar um fim na superlotação.
 
luiz carlos santos messias em 02/07/2012 09:14:22
TEM QUE FAZER MESMO ESSAS ARVORES ESTÃO CAINDO O QUE O MPE VAI FAZER QUANDO CAIR E MATAR ALGUÉM OU DANIFICAR VEICULOS QUER VIVER DE PASSADO TIRA FOTO E PÕE EM UM MUSEU.
 
claudinei braz de lima em 02/07/2012 08:07:15
Como Arquiteto e Urbanista não vejo o por que de tombar a Av. Afonso Pena em detrimento da construção de um corredor de ônibus a exemplo de Bogotá que resolveu bem a questão do transporte de massa. Bem, numa cidade em que já se tombou até relógio do Hans Donner na Praça Ary Coelho e falam em tombar o Camelódromo, tudo é possível. Temos que dar um basta na venda desenfreada de veículos de passeio.
 
Júlio César Diniz em 02/07/2012 07:13:52
Parabéns ao Ministério Público Estadual. É a verdadeira confissão de incompetência. Com o corredor o trânsito vai ficar ainda pior, não vai poder virar a esquerda e nem a direita. Além de colocar os ônibus embaixo das árvores centenárias que já estão morrendo sem a fumaça quente dos ônibus.
 
Lúcia Helena Monteiro em 02/07/2012 07:01:52
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