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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

26/09/2014 12:30

MS tem primeiro tribunal do júri via satélite da América Latina

Francisco Júnior
Júri acompanha depoimento de réu. (Foto: Marcelo Victor)Júri acompanha depoimento de réu. (Foto: Marcelo Victor)

Foi iniciado na manhã desta sexta-feira (26), em Campo Grande, o primeiro júri popular por videoconferência da América Latina. Esse procedimento aconteceu devido o réu, Diego César Sodré da Silva, 27 anos, estar cumprindo pena por tráfico de drogas no Estado do Rio de Janeiro.

Porém, o julgamento realizado no Tribunal do Júri refere-se a um assassinato em que Diego é acusado de ser o autor. Ele teria matado a tiros Edilson Ribeiro de Carvalho no dia 15 de outubro de 2009 e jogado o corpo da vítima em uma cachoeira na região do Inferninho. O outro envolvido no crime, Nudsem Jordem Silva, já foi julgado.

Diego está preso no complexo penitenciário de Bangu, onde cumpre pena por tráfico de drogas. Em 2012, foi flagrado no Estado do Rio de Janeiro dirigindo um carro onde havia 70 quilos de maconha. Ele levou a droga de Campo Grande. Por esse crime, ele foi condenado a 14 anos de prisão.

Como está preso no Rio e não pode ser escoltado para cá, toda uma estrutura foi montada para a realização do júri. Câmeras, que transmitem imagens via internet, foram instaladas tanto no tribunal, quanto no presídio. Com isso, o acusado pode ser ouvido e acompanhar tudo o que estava acontecendo. Assim como, os setes jurados sorteados para julgar o caso puderam ouvir a versão do acusado para o ocorrido.

O julgamento, presidido pelo juiz Aloísio Pereira dos Santos, da 2º Vara do Júri, começou por volta das 9 horas, com uma hora de atraso, devido a problemas técnicos na transmissão.

A acusação foi feita pelo promotor João Girelli, já o réu foi defendido pelo advogado José Roberto Rodrigues da Rosa, que estava acompanhando de três assistentes.
A defesa levou como testemunha a irmã e um amigo de Diego, ambos disseram que o acusado é uma pessoa responsável e não sabem o porque dele ter cometido o crime.

Logo em seguida, foi a vez de Diego apresentar sua defesa. Ele disse que não se lembra de como ocorreu o assassinato. Alegou ter sofrido “amnésia alcoólica”, já que no dia do homicídio passou havia bebido por cerca de 20 horas seguidas.

Diego afirma que conheceu a vítima na noite do dia 14 de outubro, em um casa de show que ficava na Avenida Ernesto Geisel. Na ocasião, estava na companhia de Nudsem.

Segundo ele, enquanto estavam no estabelecimento a vítima pagou várias cervejas para ele e o amigo. Por volta das 3 horas, os dois e a vítima seguiram de carro até um posto de combustível no Jardim Panamá, lá continuaram bebendo.

Diego relatou que do posto foi embora para sua casa, que ficava no bairro Coophatrabalho, porém,m Nudsem foi até com a vítima o chamá-lo para ir com eles em uma cachoeira. Conforme ele, os três seguiram no carro da vítima e pararam em um bar que fica próximo a cachoeira. Depois desse fato, o acusado disse que não se lembra de mais nada, apenas de que alguém o levou para casa.

O depoimento dele durou cerca de meia hora. O resultado do júri será divulgado até o final da tarde de hoje.



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